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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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VN Barquinha | Freguesia de Praia do Ribatejo festeja 91 anos e lembra 1ª Guerra Mundial (c/ fotos e vídeo)

De Pay Pelle, no tempo dos Templários, à Praia do Ribatejo dos nossos dias, são muitos séculos de história que marcaram a comunidade deste território do concelho de Vila Nova da Barquinha. A comemoração dos 91 anos da freguesia de Praia do Ribatejo, no domingo, dia 9, foi pretexto para se divulgar um pouco da sua história com enfoque na Primeira Guerra Mundial.

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É que foi no Polígono de Tancos que, em 1916, se juntaram cerca de 22 mil soldados portugueses para receberem instrução com vista a combaterem na Flandres, ao lado das tropas aliadas. Maria Antónia Coelho, professora de história do Agrupamento de Escolas de VN Barquinha e Rita Inácio, Secretária da Junta de Freguesia foram as principais mentoras e executoras da exposição “A Primeira Guerra Mundial… A História por Contar”, que ocupa o r/c da antiga escola primária e que pode ser visitada até 11 de novembro.

As cerimónias comemorativas do 91° aniversário da Freguesia começaram na sede da Junta com o hastear das bandeiras e uma intervenção da secretária do executivo, Rita Inácio, antecedida pela chegada surpresa de uma viatura antiga, um Ford A de 1930 da coleção de José Azevedo, um habitante da localidade que se dedica a colecionar e restaurar objetos antigos. De dentro da viatura saíram José Azevedo e um amigo devidamente fardados como militares de há 100 anos.

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Rita Inácio, como porta-voz da Junta, lembrou a participação dos soldados da terra na Primeira Guerra Mundial. “É preciso saber de onde viemos para saber para onde vamos”, foi a frase de encerrou a sua intervenção.

Comemorações do 91° aniversário da Freguesia de Praia do Ribatejo, no Concelho de Vila Nova da Barquinha

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 9 de Setembro de 2018

Da sede da Junta, os participantes na cerimónia deslocaram-se em cortejo até à antiga escola primária onde foi inaugurada a exposição “A Primeira Guerra Mundial… A História por Contar”, montada de raiz por Maria Antónia Coelho e Rita Inácio, com a colaboração de autarcas, militares e voluntários.

Ali pode-se apreciar um vasto espólio fotográfico e documental sobre a guerra 14-18 complementada com objetos desde armamento, a representações das trincheiras e material de campanha por exemplo de socorro aos feridos.

No primeiro andar do edifício está a ser montado aquilo que será o Museu Etnográfico da Praia do Ribatejo. E foi neste espaço que intervieram Rita Inácio, em representação da Junta, o presidente da Câmara, Fernando Freire, o presidente da Junta, Benjamim Reis, e o Coronel Luís Albuquerque, Diretor do Museu Nacional do Exército.

Rita Inácio explicou como foi pensada e montada a exposição e aproveitou para agradecer a partilha de conhecimentos e a cedência de peças por parte do Regimento de Engenharia N° 1 e de alguns privados, agradecimento reforçado por Maria Antónia Coelho.

Fernando Freire, presidente da Câmara, depois de anunciar a preparação de alguns projetos, por exemplo, no âmbito do turismo militar, realçou a escolha do Polígono de Tancos para preparação das tropas portuguesas: dois rios, sem pântanos, localização central e água de excelente qualidade, foram alguns fatores.

O autarca deu os parabéns às dinamizadoras e destacou também a qualidade da exposição sobre a Primeira Guerra Mundial, com a particularidade de mostrar alguns objetos inéditos. “Ficamos maravilhados”, exaltou.

Decreto que institui a Freguesia de Praia do Ribatejo. Foto: DR

Para Fernando Freire, o chamado “Milagre de Tancos” foi “uma falácia”, uma vez que serviu apenas interesses políticos e serviu-se de 22 mil homens de origens rurais, sem preparação física, psicológica ou tática para uma guerra onde o inimigo estava muito mais bem preparado e apetrechado.

Maria Antónia Coelho lembrou a aventura que foi conseguir recolher os objetos e a informação para que fosse possível materializar a exposição. Deixou o desafio para que o tema não fique esquecido e que as investigações sobre aquela fase da história prossigam.

Coube ao Coronel Luís Albuquerque, Diretor do Museu Nacional do Exército, fazer uma intervenção mais alargada sobre o contexto da 1ª Guerra Mundial, com enfoque na participação portuguesa e nas consequências sociais e políticas daquele conflito que classificou como “uma catástrofe”.

Benjamim Reis, presidente da Junta de Freguesia da Praia do Ribatejo, elogiou o empenho e trabalho ao longo de vários meses das duas promotoras da exposição, as quais carinhosamente apelidou de “Canal História”.

Até dia 11 de novembro, dia em que se comemora o armistício, a exposição pode ser visitada e até lá estão previstas atividades como um espetáculo de teatro, visitas ao Regimento de Engenharia 1 e palestras temáticas sobre a Guerra.

 

 

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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