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Sábado, Novembro 27, 2021

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VN Barquinha | Feira EMPRE mostrou futuros negócios da região

A IX Feira EMPRE – Empresários na Escola realizou-se esta terça-feira, dia 6, no parque ribeirinho de Vila Nova da Barquinha com os produtos e serviços criados pelos alunos da região durante o ano letivo 2016/17, aos quais se juntou o workshop “Do problema à solução”, no Centro Cultural.

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O projeto envolveu cerca de 450 alunos dos concelhos de Abrantes, Alcanena, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Torres Novas Vila Nova da Barquinha que criaram empresas e negócios inovadores. Desses 450, 300 marcaram presença na feira e entre eles encontrámos André, Tânia, Filipa e Marta, estudantes da Escola Dr. Ruy D’Andrade, no Entroncamento, que integram a turma que criou o projeto “A Meias” (7ºH).

André explicou as caraterísticas do suporte desenvolvido para pessoas com deficiência visual que permite emparelhar as meias durante a lavagem na máquina e na arrumação. Os alunos de 12 e 13 anos tinham tido outras ideias, mas apostaram nesta e acreditam que o produto pode fazer a diferença. Prova disso foram as muitas peças que dizem ter vendido durante a feira, com um custo de cinquenta cêntimos, e cujo negócio esperam continuar, para já, com vendas junto da comunidade escolar e das famílias.

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Tânia, André e Filipa fazem parte da turma que criou o projeto “A Meias”. Foto: mediotejo.net

Quanto à participação no EMPRE, os quatro são unânimes em recomendar a experiência na medida em que lhes permitiu “aprender e ter mais coragem para falar com as pessoas”. Para tal terá contribuído o apoio técnico do TAGUSVALLEY – Tecnopolo do Vale do Tejo e foi junto de Eduardo Costa, responsável pelo projeto nesta entidade, que ficámos a conhecer alguns pormenores da evolução desde a implementação do EMPRE na região e da sua lógica de “trabalho partilhado e em rede”.

Segundo Eduardo Costa, entre 2008 e 2017, não foram apenas os suportes didáticos que aumentaram com a criação de manuais e outro material de apoio. O acompanhamento personalizado na sala de aula para “entender como se pode ajudar, funcionando quase como um consultor externo da empresa” foi reforçado, contribuindo para a subida contínua de “patamar” e a mudança de atitude dos próprios alunos.

O artesanato também esteve presente. Foto: mediotejo.net

Ao estímulo da vertente empreendedora, destaca, juntou-se o da inovação, desafiando as escolas a apresentarem negócios que surpreendam, gerem diversidade e contrariem a “asfixia” da criatividade pelos planos curriculares. Na sua opinião, o EMPRE acaba por surgir como elemento impulsionador e gerar “um espaço próprio em que eles podem dar asas à criatividade”.

A edição deste ano teve uma cereja em cima do bolo com a conquista do Concurso Nacional ‘Mentes Brilhantes para o Turismo Militar’ no passado mês de maio por uma das turmas envolvidas. O projeto Bteam, do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha, destacou-se entre cerca de 100 estabelecimentos de ensino com uma proposta que envolve as unidades militares instaladas no concelho (Brigada Reação Rápida, Engenharia e Tropas Paraquedistas), sem esquecer a cultura templária.

Uma das bancas da feira. Foto: mediotejo.net

Projeto que, depois de materializado, vai ao encontro do objetivo estabelecido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM do Médio Tejo) quando se associou ao EMPRE, em 2012. Paula Remédios, secretária executiva CIM do Médio Tejo na altura, destaca que o projeto foi encarado como meio de fomentar “uma nova cultura nos jovens, não no sentido de criar empresas, mas um espírito empreendedor para dar uma dinâmica às suas ideias e conseguir que, no futuro, se consigam implementar mais projetos na região”.

Uma “cultura empreendedora” que envolve mais alunos de ano para ano, acrescenta, e se tem fortalecido apesar dos “problemas que os Agrupamentos de Escolas, nomeadamente os professores, têm por ter acabado a área de projeto”, mas que nem assim quebrou o “empenho muitíssimo grande por parte da escola e dos professores em tentarem encaixar estas matérias dentro das aulas normais e das disciplinas”.

Paula Remédios destaca que os números ligados ao empreendedorismo com que se deparou, sobretudo os valores elevados do número de empresas que fechavam, a motivaram a definir uma nova estratégia quando o IAPMEI lançou o desafio à comunidade intermunicipal. Questionada se o trabalho desenvolvido no âmbito do EMPRE terá consequências a médio /longo prazo na sustentabilidade da região, responde que sim uma vez que dá as ferramentas necessárias para “concretizar ideias”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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