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Sexta-feira, Dezembro 3, 2021
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VN Barquinha | Feira do Tejo, uma festa com origens no séc. XVI

Há registos da existência, no séc. XVI, da Feira de Santo António em Tancos que depois passou para a Praia do Ribatejo (Payo de Pelle) numa altura em que se pagava portagem para atravessar de Tancos para o Arripiado (Chamusca). A referência histórica é feita pelo octogenário António Luís Roldão, figura emblemática de Vila Nova da Barquinha que, como autodidata, dedicou a sua vida a investigar a história deste município que está a comemorar a Feira do Tejo, a sua grande festa anual, até ao dia 13 de junho.

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Essa feira primitiva acabou por desaparecer mas já no séc. XIX foi iniciada outra feira, também de Santo António, mas na vila. E nessa altura chegou a haver uma feira em junho e outra em julho, esta organizada pela associação hospitalar do concelho da Barquinha que tinha por principal objetivo lutar pela construção de um hospital na vila.

O desiderato concretizou-se em 1921, altura em que o hospital ficou pronto e foi fundada a Santa Casa da Misericórdia.

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A memória prodigiosa de António Luís Roldão faz-nos recuar no tempo e lembrar as festas organizadas nesses tempos (já no séc. XX) e que traziam à vila os principais artistas de variedades nacionais. O historiador refere nomes como a orquestra Columbia, Simone de Oliveira e Shegundo Galarza.

Com a mudança de regime, nos anos 70, a feira de Santo António desapareceu para dar lugar nos anos 80 à atual Feira do Tejo, envolvendo todas as forças vivas do concelho na realização e celebração da identidade coletiva de um povo.

O programa dos seis dias da Feira do Tejo deste ano, evento que decorre até dia 13 de junho, procura agradar aos públicos de todas as idades. Por exemplo, a pensar nas crianças existem várias atividades desde ateliers a insufláveis.

 

As primeiras noites da Feira do Tejo foram animadas pelo HNB e pelo grupo INSOMNIO, que apresentou o seu espetáculo de teatro de rua, sendo que esta segunda-feira, dia 10, realiza-se um espetáculo com artistas da terra, concebido por Cândido Godinho e António Dias e denominado “Carlos Barquinha e os 100STRESS”, em espetáculo que passa pela poesia, música e dança.

ALIVE – Tributo a Pearl Jam é o espetáculo anunciado para a noite de 11 de junho, regressando o teatro de rua, no dia 12, com os Absurdium Custom Circus e o seu teatro de rua diferenciador. A fechar, no dia 13, atua a Orquestra Ligeira do Exército.

C/José Gaio

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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