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Sábado, Janeiro 22, 2022
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VN Barquinha | Estes “sonhadores” fundaram uma cooperativa cultural

O concelho de Vila Nova da Barquinha continua a afirmar-se como uma referência no campo cultural. A mais recente organização a surgir é o “Mercado das Artes”, Cooperativa Cultural que foi apresentada publicamente no Centro Cultural da vila no dia 26.

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São cinco os fundadores da cooperativa: Carlos Vicente, Paulo Passos, Marina Honório, Fátima Capela e Pérsio Basso, todos eles ligados a alguma forma de atividade artística. E foram estes cinco “sonhadores”, como se auto-intitulam, a apresentar o projeto perante dezenas de pessoas, entre autarcas, artistas e outros agentes culturais, alguns já sócios, outros com perspetivas de adesão.

O modelo democrático de funcionamento da cooperativa estava simbolizado numa cadeira vazia no palco do Centro Cultural. “A cadeira é de todos”, explicou o designer Paulo Passos acreditando que “a união faz a força”. “Todos temos o mesmo poder”, afirma Carlos Vicente, ao que Fátima Capela acrescenta que “todos podem influir, todos podem ter a mesma voz, a mesma vontade”, “é uma partilha”.

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O “movimento” que representa a cooperativa, como lhe chamou a arquiteta Fátima Capela, pretende funcionar como um polo aglutinador de todas as pessoas ligadas às artes na região do Médio Tejo. Juntar a “muita gente criativa no Médio Tejo que está sozinha” é um dos objetivos do Mercado das Artes.

Para tal tencionam avançar com cursos de formação, uma escola de formação certificada com cursos de curta ou média duração, do tipo ARCO, nas diferentes áreas artísticas e promover eventos, exposições, congressos e conferências. Já para 2019 a ideia principal a concretizar é uma bienal de artes.

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Durante a apresentação informal da cooperativa iam sendo projetadas no ecrã algumas palavras chave do projeto: aglutinar, cooperar, juntos, meio, formação, workshop, site, funzine.

Para já foi criada uma página no facebook e é intenção criar um site (mercado das artes.pt), entre outras plataformas de comunicação.

“Acreditamos no talento desta região do Médio Tejo que está disperso, queremos aglutinar. Isto vai ser o Médio Tejo power”, disse o técnico de comunicação Pérsio Basso, reforçando a ideia da criação da rede de criativos.

Sublinhou a importância do “empurrão” que a Câmara de Vila Nova da Barquinha deu logo desde início e agradeceu esse apoio na pessoa do Presidente e Vice-Presidente, Fernando Freire e Rui Constantino, respetivamente, e da Vereadora Marina Honório, presentes na apresentação.

Para o Presidente da Câmara, Fernando Freire, a criação da Cooperativa Cultural “é um projeto muito interessante, na senda daquilo que é estrutural para Vila Nova da Barquinha. Enquadra-se na aposta que o Município tem vindo a fazer nos últimos anos, na arte, na cultura e na ciência”.

A joia de ingresso na cooperativa custa 300 euros que pode ser paga em prestações e a quota mensal é de 5 euros + IVA. Os cooperantes beneficiam de algumas regalias como descontos nos cursos, workshops e eventos.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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