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Domingo, Agosto 1, 2021

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VN Barquinha | Coro Cantar Nosso e a ópera que (en)cantou (c/ vídeo)

A Igreja Matriz de Vila Nova da Barquinha encheu-se de vozes no sábado, dia 7, durante a interpretação da ópera “Dido e Eneias” pelo Coro Polifónico da Golegã “Cantar Nosso”, acompanhado ao piano por Francisco Sassetti. Numa tarde que se afigurava quente, a Igreja serviu de “refúgio” para as muitas pessoas que ficaram encantadas com o espetáculo. Conversámos com José Dias, diretor musical, e com Miguel Galhofo, encenador, que nos revelaram alguns pormenores sobre a peça, a preparação, o grupo e o futuro.

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Durante cerca de uma hora não se ouviu nada, nem ninguém, na Igreja Matriz de Vila Nova da Barquinha, exceptuando os cantores que interpretaram “Dido e Eneias”, ópera composta pelo compositor inglês Henry Purcell. O obra baseia-se no canto IV da Eneida, escrita por Virgílio entre 30 e 19 a.C., e retrata a origem e o crescimento do império romano através de uma história de amor e perdição entre Dido e Eneia, rainha de Cartago e herói troiano, respetivamente.

Embora com ligeiras alterações, a natureza da tragédia grega manteve-se no espetáculo interpretado por Maria João Sousa (Dido), Pedro Nascimento (Eneias), Carolina Gouveia (Belinda), Elisabete Gouveia (Segunda Mulher), Rita Martinho (Feiticeira), Maria Ana Coelho (Primeira Bruxa), Filipa Ferreira (Segunda Bruxa), Miguel Galhofo (Marinheiro) e Maria João Rosário (Espírito).

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Pedro Nascimento a interpretar Eneias
Pedro Nascimento a interpretar Eneias Foto: mediotejo.net

Esta não foi a primeira vez que o Cantar Nosso presenteou o público com esta intensa e envolvente ópera. As primeiras vezes foram na Golegã e na Chamusca, nas quais os solistas eram pertencentes à Escola Superior de Música e a encenação ficou a cargo da professora Sílvia Mateus. A partir daí, o grupo Cantar Nosso, da Golegã, atuou uma vez no Convento de Cristo em Tomar, onde a ópera já foi realizada exclusivamente com o seu próprio elenco, incluindo os solistas.

Foi exatamente esta atuação que permitiu a vinda do grupo a Vila Nova da Barquinha. O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, estava presente na altura e propôs uma atuação no seu município, convite que foi aceite. Com ensaios desde o final de janeiro, as expetativas para o concerto encontravam-se elevadas.

Miguel Galhofo, antes do concerto, confessou o intenso trabalho e que esforços foram unidos para se criar um verdadeiro espetáculo. “Em Tomar tivemos cerca de 400 pessoas a assistir, portanto aqui não esperamos menos que a igreja cheia”, concluiu o encenador. As expetativas foram, de facto, correspondidas. A igreja encheu e parou no tempo durante uma hora que passou a correr, finda a qual o espaço explodiu em fortes e longos aplausos.

Partilhamos um dos momentos da ópera “Dido e Eneias”

José Dias, que esteve entre o público e se foi assegurando de que tudo corria bem, confirma o sucesso da apresentação e afirma que nunca pensou que pudesse ser de outra maneira, pois “a sala encheu, como tínhamos previsto, e o coro estava em pulgas para mostrar o que vale. Acho que estava tudo no sítio certo, só podia resultar num grande show”.

À semelhança do que aconteceu aquando da atuação em Tomar, também desta vez o espetáculo presente deu o mote para um no futuro com a receção de um convite. Este sábado a proposta no final do espetáculo surgiu por parte da vereadora Elvira Sequeira, da Câmara Municipal de Torres Novas, encantada pela interpretação que também emocionou o restante público presente na Igreja Matriz de Vila Nova da Barquinha.

Final da ópera Dido e Eneias
Final do espetáculo Foto: mediotejo.net

O espetáculo em Torres Novas vai, seguramente, ter diferenças, tal como revelou José Dias, pois “a cada concerto vamos apertando porcas e parafusos e, claro, o espetáculo depende também do espaço que nos é proporcionado e do número de personagens de que dispomos”.

O grupo Cantar Nosso viaja até Itália no fim deste mês, onde fará algumas atuações. Em outubro é a vez de um coro italiano de gospel, semiprofissional, que vem a Portugal para proporcionar três concertos. O primeiro realiza-se no dia 12 em Vila Nova da Barquinha, o segundo no dia 13 na Golegã e o último no dia 14 em Alpiarça.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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1 COMENTÁRIO

  1. Bela descrição deste belo espetáculo que foi apresentado só queremos que as entidades local continuem a divulgar a cultura Parabéns.

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