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Domingo, Maio 16, 2021

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VN Barquinha | Conversas artísticas e uma viagem à sombra em dia de sol

A terceira edição do seminário “Conversas 3.0 – Residências Artísticas” teve lugar no Centro Cultural este sábado, dia 7, e juntou os oito criativos que fizeram residências artísticas em Vila Nova da Barquinha durante 2017. Um dia de sol dedicado à arte inspirada no concelho e que terminou com a “Viagem à Sombra” proposta por Gil Heitor Cortesão na Galeria do Parque.

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As “Conversas 3.0 – Residências Artísticas” arrancaram com a sessão de abertura na presença de Fernando Freire, presidente da autarquia, à qual se seguiram as apresentações de João Seguro, Rafaela Nunes, Bárbara Bulhão, Carlos Lérias, a dupla Francisca Valador e Eduardo Fonseca e Silva, Filipa Nunes e Luís Nobre. Alguns artistas despediram-se há dias e regressaram para partilhar o resultado das viagens realizadas no concelho entre os meses de junho e setembro.

O Centro Cultural recebeu as “Conversas 3.0 – Residências Artísticas” ao longo do dia. Foto: mediotejo.net

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O calor atípico no outono puxou nova viagem artística, mas desta vez “à sombra” com a inauguração da exposição de Gil Heitor Cortesão na Galeria do Parque. A mostra “Viagem à Sombra” fica patente até 14 de janeiro de 2018 e tem como comissário João Pinharanda da Fundação EDP, entidade parceira do município, e do Instituto Politécnico de Tomar no Programa de Arte Pública que integra as residências artísticas.

As suas palavras podem ler-se na entrada galeria, caraterizando as obras expostas como a exploração de “alguns exemplos extremos: de apropriação cultural, de relação entre o homem e a paisagem humanizada; exemplos de controlo do mundo pelo homem ou da sua desregulação e perda de controlo. Ou seja, Gil Heitor Cortesão, tenta aproximar-se e aproximar-nos de algumas possibilidades/modalidades de habitar o mundo, demonstrando a precariedade de cada solução mas também a persistência do trabalho do pintor e de quem vê”.

Carlos Vicente, Gil Heitor Cortesão, João Pinharanda e Fernando Freire durante a inauguração. Fotos: mediotejo.net

O coordenador do projeto ligado ao Parque de Escultura Contemporânea Almourol (PECA) esteve ladeado na Galeria do Parque pelo pintor nascido em Lisboa no ano de 1967, cujos trabalhos percorreram o mundo em exposições e integram coleções da Fundação ARCO (Madrid), EDP – Eletricidade de Portugal (Lisboa), Mudam – Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean (Luxemburgo) ou Fundação de Serralves (Porto).

Entre as intervenções do final de tarde, Gil Heitor Cortesão destacou o lado “algo” íntimo do conjunto de obras “mais ou menos recentes”, com uma dimensão menor quando comparada com o resto do seu trabalho e no qual se inclui o tema do Ribatejo. Fernando Freire, por seu lado, destacou a forte ligação de Vila Nova da Barquinha à cultura que o município pretende “incentivar” devido à “folga financeira” perspetivada para os próximos tempos.

Algumas obras e os primeiros visitantes da exposição “Viagem à Sombra”. Fotos: mediotejo.net

O coordenador do Centro de Estudos de Arte Contemporânea (CEAC) também esteve presente na inauguração e falou com o mediotejo.net já com o programa do dia fechado. Segundo Carlos Vicente, as residências artísticas representam uma “mais-valia” pois estimulam os projetos ligados “à parte estética do nosso concelho”, a par de promoverem a troca de experiências entre criativos que acabam por criar elos com a terra e as gentes.

Uma “formação em artes” que, na sua opinião, conseguiu envolver a comunidade não numa “questão de vaidade, mas de nós sentirmos a coisa como nossa. O nosso rio, as nossas margens, a vila cada vez mais bonita”. Para Carlos Vicente, as pessoas “estão mais contentes com o que a Barquinha hoje é em comparação com aquilo que foi outrora”, exemplificando com os visitantes que vão ao parque ribeirinho “simplesmente pela arte”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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