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Domingo, Julho 25, 2021

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VN Barquinha | Concelho comemorou 180º aniversário

O concelho de Vila Nova da Barquinha celebrou o seu 180º aniversário este domingo, dia 6, com diversas iniciativas no centro da vila. O programa comemorativo durou o dia inteiro e, além das cerimónias oficiais, incluiu desporto, solidariedade, cultura e atividades infantis.

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Em 1836, há 180 anos, o concelho de Vila Nova da Barquinha era criado por decreto de D. Maria II, resultante da extinção dos concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos. Uma data importante que a Câmara Municipal assinalou com diversas atividades durante o passado domingo que, além das cerimónias oficiais, incluiu momentos de desporto, solidariedade, cultura e animação infantil.

As comemorações tiveram início pela manhã com o hastear da bandeira nos Paços do Concelho, seguido pelo I Encontro de Bicicletas Vintage e a partida dos passeios de cicloturismo para diversos públicos (família, estrada e btt) que foram organizados com o objetivo de recolher fundos para a Beatriz Morgado, menina do concelho com paralisia cerebral e uma doença rara não diagnosticada.

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Fernando Freire e o documento restaurado pelo IPT. Foto: mediotejo.net
Fernando Freire e o documento restaurado pelo IPT. Foto: mediotejo.net

O parque ribeirinho recebeu animação todas as idades, tendo os mais novos aproveitado o sol de outuno com insufláveis, ateliers infantis de pintura, modelação de balões, jogos tradicionais, fotografia e pinturas faciais. Os mais velhos fizeram-no através da aventura do slackline e de uma aula de zumba.

A tarde do programa comemorativo incluiu, igualmente, a Sessão Solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, durante a qual Fernando Freire discursou perto do documento que criou o concelho que preside, recuperado pelo Departamento de Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Tomar.

João Serrano durante a apresentação do livro sobre o último calafate de Vila Nova da Barquinha. Fotos: mediotejo.net
João Serrano durante a apresentação do livro sobre o último calafate de Vila Nova da Barquinha. Fotos: mediotejo.net

Na sua intervenção, o autarca estabeleceu a ponte entre o passado e o presente do concelho com foco na sua vertente estratégica, desde a construção do Castelo de Almourol devido à localização geográfica privilegiada até à recente aposta na educação, artes, ciência, empreendedorismo e reabilitação urbana. O futuro, nas palavras de Fernando Freire, deve integrar “realidades urbanas e rurais” e valorizar o património “material, imaterial e natural”.

No decorrer da Sessão Solene, o presidente da autarquia esteve ladeado pelo 1º Secretário da Assembleia Municipal, João Gralha, e João Serrano, da AIDIA- Associação Independente Desenvolvimento Integrado de Alpiarça, que neste dia lançou o livro “O último calafate da Barquinha, Memórias do Mestre José Marques”. Uma obra integrada na coleção “Cadernos Culturais” daquela associação sem fins lucrativos que o representante caraterizou como sendo “um livro de memórias” sobre “um homem fraquinho, mas com grande garra. Um homem da Borda d’Água”.

Passeios de bicicleta e o concerto da Banda da AHBV do concelho foram algumas das iniciativas. Fotos: mediotejo.net
Passeios de bicicleta e o concerto da Banda da AHBV do concelho foram algumas das iniciativas. Fotos: mediotejo.net

Antes do lançamento do livro, que será colocado brevemente à venda por €5,00, ouviu-se o fado (gravação) pela voz da irmão do último calafate, Julieta Rodrigues. Depois de dada a conhecer a figura emblemática da terra passou-se para outro ponto do Tejo impossível de dissociar do concelho, o Castelo de Almourol, com a apresentação do novo documentário produzido pela Glory Box, empresa do concelho de Aveiro.

As comemorações do 180º aniversário do concelho terminaram com música no Centro Cultural, primeiro com a atuação da Banda da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha seguida do concerto de jazz com o grupo Jorge Esperança Trio.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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