VN Barquinha | Coletividades juntam-se para partilhar experiências e criar sinergias

Presidente da Câmara com os presidentes das associações que participaram no 1° encontro das associações do concelho de Vila Nova da Barquinha (Foto: mediotejo.net)

Música, dança, jogos tradicionais, canoagem, futebol e artesanato foram algumas das atividades apresentadas durante o 1° Encontro das Associações do Concelho de Vila Nova da Barquinha que juntou na tarde de domingo, dia 5, no parque ribeirinho da vila, mais de uma dezena de coletividades.

 Nesta primeira edição participaram cerca de metade das associações no ativo no concelho: Quadras e Partituras, Barquinha Saudosa, Associação Humanitária dos Bombeiros, União Desportiva Atalaiense, APEECE – Associação de Pais, GCB – Grupo de Cicloturismo Barquinhense, Clube Instrução e Recreios (Ex-Tuna) da Moita do Norte, CCDL – Centro Cultural e Desportivo Limeirense, Clube Náutico Barquinhense e CNE – Agrupamento 583 de VNB.
Atuação do grupo de guitarras da escola de música (Foto: mediotejo.net)

O lucro obtido durante o evento foi doado à Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Nova da Barquinha, a quem ficou entregue a exploração do bar.

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Considerada edição zero, a iniciativa ainda não conseguiu reunir todas as associações do concelho, mas a ideia é dar continuidade ao evento e contar com mais participações nos próximos anos.

“Que todas as associações participem num convívio comum e assim dar a conhecer o trabalho que cada uma desenvolve, para que, futuramente, se possam realizar atividades em parceria e /ou colaboração”, foi o principal objetivo do encontro.

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Ao longo da tarde, passaram pelo palco a Banda da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha, um grupo de Zumba da Associação de Pais APEECE, a Orquestra de Guitarras da escola de música Quadras e Partituras, a Academia de dança moderna e urbana e o grupo de música popular Barquinha Saudosa.

“Movimento associativo muito dinâmico”

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Fernando Freire, Presidente da Câmara, acompanhou o encontro e, em declarações ao mediotejo.net, referiu o apoio da autarquia em termos logísticos mas fez questão de frisar que a organização é apenas das próprias coletividades.

Realça a envolvência de todas as coletividades e a importância da partilha de conhecimentos e experiências.

A grande dinâmica do movimento associativo no concelho é bem patente no facto de haver eventos todos os fins de semana ao ponto do autarca ter dificuldade em gerir a sua agenda para que possa acompanhar todas as atividades.

“Em termos culturais e desportivos estamos bem servidos e é para continuar”, conclui Fernando Freire.


Um encontro com cariz solidário

António Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal e da Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Nova da Barquinha, explica como surgiu a ideia deste encontro de coletividades.

A ideia foi lançada em 2015 durante um seminário, no âmbito do 90° aniversário da Associação Humanitária, sobre voluntariado e a sua importância para a comunidade local e nacional.

“Nessa altura pensou-se em organizar um evento onde se pudessem reunir sinergias de várias associações, mostrar o que cada uma faz, partilhar meios, estar perto das populações e, ao mesmo tempo, sermos apoiados”, explica.

A par das atividades quer a nível da urgência e emergência e transporte de doentes, a Associação Humanitária mantém uma banda de música com grande participação de jovens.

António Ribeiro reconhece que “há sempre aspetos a melhorar” no evento, estando convencido que a próxima edição terá mais associações, mais atividades e mais público.

Aproveita para lembrar que o facto de a fase Charlie ter sido prolongada até 15 de novembro teve impacto na organização do encontro, uma vez que a prioridade dos bombeiros era estar alerta porque a qualquer momento poderiam ser chamados para qualquer missão.

Fernando Nunes, responsável pela escola de música Quadras e Partituras, foi um dos dinamizadores do encontro. Agradece o apoio da Câmara e da Junta de Freguesia e a participação das associações, lamentando que algumas “não se sentiram convidados e não participaram”. Sublinha o facto de serem as próprias associações a organizarem o encontro e, por isso, na sua opinião não deveria haver bairrismos a impedir a participação de todas.

Ausência notada foi a da vereadora Marina Honório, mas tal deveu-se a problemas de saúde.

Segundo a publicação “Levantamento histórico do movimento associativo do concelho de Vila Nova da Barquinha”, da autoria de Joana Lopes Pereira, aluna de Administração Pública do Instituto Politécnico de Tomar, “atualmente existem no concelho, cerca de vinte e três associações de diversas áreas tais como, rancho folclórico, IPPS’s, estudos arqueológicos, culturais, de recreio e ainda, coletividades dedicadas à área do desporto como o caso da pesca e canoagem, que representam a história e património do concelho”.

A publicação que referimos tem 42 páginas e está disponível no site da Câmara.

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