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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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VN Barquinha | Centro de Dia de Atalaia está cheio e tem lista de espera

O Centro Social e Paroquial da Atalaia (CSPA), no concelho de Vila Nova da Barquinha, tem o seu centro de dia no limite da capacidade, 25 idosos, havendo uma extensa lista de espera.

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O balanço dos sete anos de atividade desta instituição foi feito pelo seu presidente, Padre Luciano Oliveira, e pela Diretora Técnica, Fátima Rodrigues, pouco depois de se cantarem os parabéns pelo 7° aniversário, no dia 11.

“Quando o centro abriu, começámos com cinco idosos, há cinco anos, quando vim para cá, tínhamos nove utentes, agora estamos cheios e com muita gente a querer entrar”, relata Fátima Rodrigues. Acrescenta que, além dos 25 em centro de dia, prestam apoio domiciliário a 13 idosos. Na área infantil, que funciona no 1° andar das instalações, estão 23 crianças em creche, sendo que a capacidade é de 43.

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Apesar das dificuldades em manter uma instituição deste género, o Padre Luciano Oliveira faz um balanço positivo dos sete anos de atividade. “A instituição está bem, as pessoas estão satisfeitas e isso é o mais importante”, sublinha. Sendo uma região com um envelhecimento acentuado, instituições como o CSPA “fazem muita falta”. De notar que os utentes vêm não só do concelho de VN Barquinha, mas também do Entroncamento.

Diretora Técnica, Fátima Rodrigues e Presidente do CSPA, Padre Luciano Oliveira. Foto: mediotejo.net

“Fazer o máximo com o mínimo”

Uma das dificuldades que os responsáveis do CSPA sentem é a gestão do centro de dia. Os idosos pagam “o mínimo dos mínimos, como não têm pensões muito altas, a verba não chega. O máximo que o Estado nos dá são 100 euros por idoso e nós temos de dar o restante”, explica o Padre Luciano que é pároco de Atalaia, Entroncamento (Nossa Senhora de Fátima e Sagrada Família), Moita do Norte e de Vila Nova da Barquinha.

“Temos de fazer o máximo com o mínimo”, é a frase que resume a ginástica orçamental mensal necessária para se fazer face às despesas. É preocupação poupar em tudo o que é possível sem pôr em causa a qualidade do serviço.

Além do apoio da Segurança Social e das comparticipações dos utentes, o CSPA recebe donativos e desenvolve atividades para conseguir angariar verbas de forma a colmatar as necessidades, de que é exemplo a noite de fados que integra o programa da Semana Aberta.

Atualmente a instituição garante 18 postos de trabalho, dos quais 15 no quadro. É objetivo dos responsáveis que a equipa se mantenha de modo a que o serviço seja estável e que a capacidade de adaptação dos clientes seja mais fácil.

A instituição presta apoio a idosos e crianças. Foto: mediotejo.net

Lar residencial é objetivo

Uma “necessidade enorme”, que sentem é a existência de um lar residencial, com um mínimo de 30 camas, onde os idosos possam pernoitar e ter todos os cuidados necessários. Reconhecem que as outras instituições existentes no concelho (Santa Casa da Misericórdia e Fundação Fundação Dr. Francisco Cruz) não têm resposta cabal nesta área.

Só que, “sozinhos, não conseguimos chegar lá”. Ou seja, é um projeto que só pode avançar se houver financiamento, o orçamento próprio da instituição não é suficiente. Para a construção do lar, o CSPA já dispõe do terreno necessário, ao lado das atuais instalações.

Desde março deste ano que não entra nem sai qualquer utente do Centro de Dia, “o que é um bom indicador”, destaca a Diretora Técnica.

Aos idosos em regime de apoio domiciliário é-lhes prestado o serviço de higiene pessoal e habitacional, tratamento de roupa e serviço de refeições. Alguns dos idosos deslocam-se ao centro de dia, dia sim, dia não, para participar nas atividades.

Semanalmente, há uma professora de ginástica que vem pôr os utentes em movimento, têm o serviço de uma massagista e funciona um acordo com o CERE – Centro de Recuperação Infantil do Entroncamento na área da terapia ocupacional.

Na creche, o CSPA tem uma parceria “muito importante” com a Intervenção Precoce em que existe “uma relação muito aberta, muito próxima” para sinalizar crianças nas quais detetam algum tipo de problema.

A instituição trabalha também muito próximo com a Rede RLIS do Entroncamento e em caso de situações emergentes de apoio social é a primeira a avançar.

António Machado tem 85 anos e é o responsável pela horta do centro de dia. Foto: mediotejo.net

Os utentes do Centro de Dia não se limitam a passar o dia nas instalações. Procura-se que tenham atividades no exterior e que mantenham os seus contactos sociais. Aulas de natação e Universidade Sénior são alguns exemplos de atividades que alguns utentes frequentam. Depois, alguns acompanham as funcionárias nas compras para o centro para se manterem ativos e estimularem a atenção aos produtos e preços.

António Machado é um utente desde a primeira hora e é o responsável pela horta do centro de dia. Cheio de vitalidade e boa disposição, do alto dos seus 85 anos diz que o centro é “do melhor”, “para mim, não posso estar melhor do que estou”, “aqui é que eu gosto de estar”. Prova disso é que nunca faltou um dia no centro ao longo dos sete anos.

Para que a comunidade interaja com o Centro Social e Paroquial da Atalaia e esta se dê a conhecer, decorre, de 10 a 14 de setembro, a Semana Aberta com rastreios, atividades de animação e bem-estar, entre outras.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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