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VN Barquinha | CDU propõe rejeição da transferência de competências para as autarquias

O tema da transferência de competências da Administração Central para as autarquias e entidades intermunicipais marcou o período inicial da sessão da Assembleia Municipal de sexta-feira, dia 28. A CDU apresentou uma moção na qual propunha a rejeição do processo associado Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto, que acabou por ser reprovada com 8 votos contra, 9 abstenções e 2 votos a favor.

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O prazo para indicar a aceitação ou rejeição da transferência de competências teve como primeira data limite o dia 15 de setembro, mas acabou por ser prorrogado pelo ministro da Administração interna Eduardo Cabrita.

No entanto, a data foi um dos assuntos discutidos pelos deputados das diversas forças políticas, com a CDU a referir a reunião extraordinária que pediu para se cumprir o prazo, sem sucesso, e a coligação PPD-PSD / CDS-PP a questionar o que foi feito pelo executivo.

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António Augusto Ribeiro (na foto) e Fernando Freire concordaram que a posição só deve ser tomada depois de aprovados todos os diplomas legais. Foto: mediotejo.net

O presidente da autarquia respondeu após a leitura do documento em que a CDU considera que a Lei-Quadro da transferência de competências para as autarquias locais e entidades intermunicipais coloca “novos e sérios problemas à gestão das autarquias e, sobretudo à resposta aos problemas das populações” e propõe, em primeiro lugar, “rejeitar a assumpção de competências que venham a ser transferidas por via dos decretos-lei sectoriais que o Governo tem em elaboração”.

Fernando Freire (PS) defendeu que apenas se deve tomar uma posição sobre o assunto depois da lei sair e ser analisada a nível local.

Argumento consonante com a intervenção do presidente da Assembleia Municipal, António Augusto Ribeiro, para quem a discussão fazia sentido por estar “na ordem do dia”, mas referindo que a mesma devia ser aprofundada quando se tivesse toda a informação, ou seja, uma vez aprovados todos os diplomas legais.

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Sónia Leitão
Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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