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VN Barquinha | Capela de NS dos Remédios aguarda “sim” de fundos comunitários

Os três retábulos da capela de Nossa Senhora dos Remédios vão ser reparados, caso a candidatura apresentada pela Fábrica da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios receba o “sim” dos fundos comunitários. A intervenção incide no património cultural e artístico depois de, em 2013, este local de culto de Moita do Norte, em Vila Nova da Barquinha, ter recebido obras ao nível das paredes, cobertura e chão.

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A Fábrica da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios pretende dar continuidade ao processo de valorização da capela localizada em Moita do Norte, iniciado em 2013, com a apresentação de uma candidatura a fundos comunitários no sentido de recuperar os retábulos. A primeira candidatura permitiu a realização de obras nas paredes, cobertura e chão e ao investimento anterior pode juntar-se um novo que ronda os 60 mil euros, cofinanciados no âmbito do Portugal 2020.

Contactado pelo mediotejo.net, o padre Paulo Marques confirmou que, neste caso, “é o património cultural e artístico que está em causa”. A intervenção incidirá nos três retábulos de madeira existentes na capela dedicada à santa padroeira da localidade e engloba “tratamento antifúngico” para eliminação do xilófago, inseto que se alimenta da madeira, e a “colocação de policromia”.

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A “valorização do património pela arte” é destacada pelo pároco local que, durante a explicação do processo técnico que implicará a desmontagem dos retábulos, referiu o facto de não se tratar de um restauro propriamente dito, mas sim de uma “repintura” uma vez que a última intervenção foi “amadora”. O mesmo acrescentou que os retábulos foram pintados na altura “com um modo e materiais indevidos”, nomeadamente com recurso a “tintas de esmalte” e “purpurinas”.

O aviso de candidatura termina no próximo dia 21 de janeiro e a aprovação da candidatura, ainda sem data prevista, ditará o avanço do tratamento e valorização destas estruturas que integram o local de culto juntamente com pinturas do século XVI, algumas atualmente cedidas ao Museu Diocesano em Santarém.

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Sónia Leitão
Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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