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VN Barquinha | Câmara quer que ICNF altere proibição da pesca lúdica (c/áudio)

O executivo camarário de Vila Nova da Barquinha mandatou o presidente da Câmara Municipal a tomar uma posição relativamente à proibição da pesca lúdica no troço do rio Tejo entre Abrantes e a Chamusca. Referindo ter já sido abordado por pescadores e admitindo “não ver razoabilidade e bom senso” na proibição expressa em edital do ICNF, o autarca barquinhense Fernando Freire refere, em declarações ao mediotejo.net, que vai “tomar uma posição para que seja revista esta situação”.

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Em causa está um edital do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas que proíbe durante o ano de 2021 a pesca lúdica no troço do rio Tejo compreendido “entre a captação de águas do Taínho, freguesia de Alferrarede, na margem direita, e freguesia do Pego, na margem esquerda, concelho de Abrantes, a montante, e a ponte da EN 243 que liga Golegã à Chamusca, freguesia e concelho da Golegã, na margem direita, e freguesia de Pinheiro Grande, concelho da Chamusca, na margem esquerda, a jusante”.

O respetivo edital (que já em anos anteriores foi emitido, proibindo este tipo de pesca) permite, no entanto, a realização da pesca profissional e da pesca desportiva (aquela que é enquadrada em provas devidamente autorizadas e ainda no âmbito de treinos).

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Perante esta situação, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha levou a reunião camarária a 10 de fevereiro uma proposta no sentido de tomar uma posição relativamente à proibição da pesca lúdica, tendo os eleitos da Câmara Municipal deliberado por unanimidade mandatar o edil a elaborar um ofício a remeter às entidades competentes, nomeadamente ao ICNF.

Reunião de Câmara de Vila Nova da Barquinha por videoconferência, 10 de fevereiro de 2021, na qual foi apresentada a questão do edital do ICNF que proíbe a pesca lúdica. Imagem: DR

Na proposta, a que o mediotejo.net teve acesso, o autarca Fernando Freire refere que “se o motivo da suspensão da pesca lúdica fosse, que não julgamos ser, a proteção das espécies piscícolas em zonas importantes do ponto de vista ecológico, por constituírem locais privilegiados de desova e crescimento de juvenis, de refúgio, proteção a predadores e alimentação de inúmeras espécies autóctones, ainda compreenderíamos tal limitação temporal”.

“Ora, a pesca lúdica é exercida, pontualmente, pelo julgamos não colocar em crise a proteção das espécies”, expõe, propondo que o executivo “tome uma posição sobre este assunto, e a deliberação aprovada seja remetido para os órgãos de soberania, para avaliação”.

Em declarações ao nosso jornal, o autarca reforça que, não obstante que “tenha que haver proteção às espécies piscícolas, nomeadamente dentro do âmbito ecológico (…) esta pesca, para já, é exercida pontualmente, ou seja, não é uma pesca contínua”.

“É exercida às vezes ao fim de semana por cidadãos que têm um momento de lazer, bem basta o stress com esta questão do Covid, quando tanto limitar”, refere também, ideia que é igualmente manifestada na proposta remetida ao executivo onde defende que “os cidadãos devem ter direito a momentos de bem-estar e de lazer e a momentos de confraternização com amigos também pescadores”.

“E, de facto, se é permitida a pesca profissional, se é permitida a pesca desportiva, se é permitida a pesca com rede, não há motivo para – e estamos a falar de um núcleo extremamente restrito, doze/treze pessoas no máximo – que seja suspensa a pesca lúdica”, diz ao mediotejo.net, elucidando ainda já ter sido abordado por pescadores do concelho e também do município vizinho do Entroncamento sobre esta proibição da pesca lúdica.

Áudio | Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento em declarações ao mediotejo.net:

Recorde-se que a Câmara Municipal do Entroncamento manifestou já a sua posição relativamente a esta situação, com o presidente do Município, Jorge Faria, a admitir que a autarquia vai pedir esclarecimentos junto do ICNF relativamente ao edital que considera “exagerado”.

Na mesma linha, o autarca de Vila Nova da Barquinha considera que nesta questão “estamos a ser mais papistas do que o Papa (…) e acho que não custa nada pelo menos (…) tomar uma posição e remeter à entidade competente, nomeadamente ao ICNF, para que seja revista esta situação”.

“A não ser que o ICNF nos fundamente quais são as razões objetivas, no nosso modesto entendimento, não estamos a ver razoabilidade e bom senso neste edital”, conclui.

NOTÍCIA RELACIONADA: ENTRONCAMENTO | PROIBIÇÃO DE PESCA LÚDICA LEVA AUTARQUIA A REFORÇAR PROTESTO JUNTO DO ICNF

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou à capital com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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