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Domingo, Novembro 28, 2021

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VN Barquinha | Câmara aprova projeto de execução para reabilitação do Cais de Tancos

O executivo camarário de Vila Nova da Barquinha aprovou por unanimidade a terceira fase do processo de estudo de reabilitação do Cais de Tancos, relativa ao projeto de execução. O mesmo inclui uma reabilitação geral da área, com reforço do muro, reconstrução de escadas e repavimentação da plataforma, numa intervenção cujo investimento estimado é de 700 mil euros. Não obstante, em declarações ao mediotejo.net, o presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, elucida que a concretização da obra está “sujeita a candidatura a fundos comunitários”.

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“O projeto está feito. Se houver a possibilidade de o fazer mais tarde a fundos comunitários, a gente não vai descurar porque temos o projeto aprovado, e isso é fundamental para depois podemos intervir”, admite o presidente do Município de Vila Nova da Barquinha em declarações ao mediotejo.net. O projeto de execução para reabilitar o Cais de Tancos está elaborado e foi aprovado unanimemente pela Câmara Municipal no passado dia 13 de janeiro. Antes de se chegar aqui foram realizados os trabalhos de estudo, nomeadamente de levantamento topográfico, prospeção estrutural, bem como de inspeção da estrutura do cais e envolvente e respetivo enquadramento histórico.

Falta agora passar do papel à obra física. No projeto de execução, onde são apresentadas as soluções propostas pela equipa projetista para a reabilitação do Cais, são referidas as principais intervenções, nomeadamente a necessidade de uma “reabilitação geral” no muro aí existente “incluindo um reforço das fundações do muro na zona nascente, com micro-estacas” bem como “o preenchimento de fraturas com micro-betão nas situações de maior abertura”. “Ainda no âmbito do reforço de fundações prevê-se a realização de um lintel, junto à base do muro” com vista à consolidação da mesma, conforme é explanado no documento do projeto de execução a que o mediotejo.net teve acesso.

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A reabilitação geral deverá ainda incluir a remoção de rebocos de cimento e a remoção de vegetação, a reposição do preenchimento das juntas e a reconstrução das escadas, com reforço da sua base de apoio. Já na zona da plataforma do Cais “prevê-se a repavimentação da mesma, corrigindo situações de empoçamento que atualmente se observem, e introduzir-se-á ainda um sistema de drenagem complementar”. Prevê-se ainda “a introdução de bueiros no muro atual, melhorando a drenagem do maciço terroso no tardoz do muro”, acrescenta o projeto aprovado em reunião de Câmara.

No total, estas intervenções representam um valor estimado de 700 mil euros (624 mil euros + IVA), mas o autarca Fernando Freire não esconde que, para se avançar para o procedimento de contratação pública que permitirá iniciar a obra física, será necessário financiamento por parte de fundos comunitários.

“Não sabemos quando é que vamos fazer a obra, objetivamente ela está sempre sujeita a candidatura a fundos comunitários e também por parte de uma parceria entre a Câmara Municipal e a administração central. De facto nós somos o dono da obra mas eles é que são os proprietários do bem”, disse ao mediotejo.net.

Áudio | Fernando Freire sobre o projeto de reabilitação do Cais de Tancos

Sublinhando a existência de “vários problemas já identificados” no Cais de Tancos (cuja competência nesta área remete para a ARH Tejo no que respeita à conversão de cais), o edil relembrou que a autarquia já estava a trabalhar a possibilidade de intervir no espaço mesmo antes da passagem da depressão Elsa, em dezembro de 2019, que deixou danos significativos, nomeadamente na ribeira de Tancos, com o desmoronamento das margens, tal como o mediotejo.net noticiou.

Danos na margem ribeirinha junto ao cais de Tancos, em consequência da depressão Elsa em dezembro de 2019, quando até uma plataforma foi pelo Tejo abaixo. Foto: CMVNB

Fernando Freire lembra que o projeto do Cais de Tancos teve início com um pedido de classificação de Monumento Nacional, pedido que não foi aceite pela Direção-Geral do Património Cultural, tendo posteriormente a autarquia classificado o Cais como Património Municipal.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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