VN Barquinha | Autarca clama por urgência ao governo por intervenção na Ribeira de Tancos

O Município de Vila Nova da Barquinha tem reunido com a Agência Portuguesa do Ambiente no sentido de encontrar uma solução com “alguma urgência” para a situação da ribeira de Tancos. O desmoronamento das margens resultante da passagem da depressão Elsa, em dezembro de 2019, está a aproximar-se de edifícios, alerta o autarca que sublinha a necessidade de uma intervenção a breve trecho para evitar “prejuízos significativos”.

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O estado da ribeira de Tancos e das suas margens é uma questão que está a merecer a preocupação do Município de Vila Nova da Barquinha, com o presidente a admitir a necessidade de encontrar uma solução com “alguma urgência”. Após a passagem da depressão Elsa, em dezembro de 2019, e que deixou um rasto de destruição pelo concelho avaliado em cerca de milhão e meio de euros, esta ribeira tem sofrido um desassoreamento que está já a aproximar-se de edifícios.

“A solução requer ali alguma urgência porque todo o desassoreamento está a aproximar-se de edifícios, nomeadamente na margem direita da ribeira de Tancos, e isso pode provocar alguns efeitos de desmoronamento/derrocada por parte de edifícios que lá estão, nomeadamente a questão do poço que já está inclinado, está assente em cimento e pode provocar ali prejuízos significativos”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire (PS).

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O autarca refere que a linha de água está “completamente desassoreada”, nomeadamente a seguir à ponte, tendo havido, em consequência do desassoreamento, arranque de árvores que foram desintegradas da margem.

Os efeitos da tempestade Elsa afetaram a região do Médio Tejo com efeitos bem bem visíveis em Vila Nova da Barquinha.
Foto: CMVNB

Em reunião de Câmara Municipal, Fernando Freire deu conta de ter reunido no início do mês de outubro com o secretário de Estado da Descentralização e Administração Local, Jorge Botelho, a propósito dos prejuízos provocados pela depressão Elsa no concelho, referindo que há um um compromisso por parte do Governo na criação de uma resolução de Conselho de Ministros na qual o Município se poderá candidatar para intervir na ribeira de Tancos.

“Há uma intenção por parte do Governo de, através de uma resolução de Conselho de Ministros, abrir um concurso para a gente se candidatar em termos do Fundo Ambiental também, para que possamos de facto intervir naquela massa de água”, disse Fernando Freire, sublinhando que a responsabilidade de gestão da ribeira não é do Município mas sim da administração central (tal como acontece, a título de exemplo, com o Castelo de Almourol ou a Igreja da Atalaia).

O presidente do Município de Vila Nova da Barquinha alerta para as consequências que poderão advir caso a ribeira não seja intervencionada, isto acrescendo “com o que é previsível, com as depressões que estão aí sucessivamente a acontecer”.

“Se vier outra depressão, não sei quais serão as consequências”, admite o autarca.

Nesse sentido, a autarquia está em reuniões com a Agência Portuguesa do Ambiente para se chegar a uma solução. “Por aquilo que percebi da última [reunião] que tivemos com a APA, eles querem que a solução passe pela estacaria”, referiu Fernando Freire.

Recorde-se que na freguesia da Tancos, o desassoreamento da foz do Tejo e regularização do leito da Ribeira de Tancos apontam para uma estimativa orçamental de 452 mil euros.

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Ana Rita Cristóvão
Quando era pequena, passava os dias no campo a fazer de conta que apresentava o telejornal. Rumou à capital para se formar em Jornalismo e foi aí que se apaixonou pela rádio. Gosta de abraços e passa horas a ouvir as histórias dos mais antigos. É fã de chocolate, caminhadas sem destino e praias fluviais.

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