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Domingo, Julho 25, 2021

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VN Barquinha atribui medalha de honra municipal às tropas paraquedistas dia 23 de maio

O Município da Barquinha vai atribuir a medalha de honra municipal às tropas paraquedistas na segunda-feira, dia 23 de maio, dia em que completam 60 anos de permanência neste concelho do Médio Tejo.

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A medalha de honra do município destina-se a homenagear entidades coletivas ou singulares, pelos serviços excecionais prestados à comunidade, sendo a concessão deste título honorífico sido aprovada por unanimidade a 30 de setembro de 2015 pela Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha, por proposta da Câmara Municipal.

Contactado pelo mediotejo.net, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, a propósito da importância do momento, o autarca começou por remeter-nos para um escrito do Marechal Louis Hubert Liautey (1854-1934):

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“Em todas as partes do mundo por onde andei, ao ver uma ponte perguntei quem a tinha feito, respondiam os portugueses; ao ver uma estrada fazia a mesma pergunta e respondiam: portugueses. Ao ver uma igreja ou uma fortaleza, sempre a mesma resposta, portugueses, portugueses, portugueses. Desejava pois, que da ação francesa em Marrocos daqui a séculos seja possível dizer o mesmo”

E depois do pensamento, a justificação:

“Portugal teve um papel protagonista no mundo durante séculos a fio, criando monumentos, gerando rotas, emigração de gentes, mutuação de fauna e de flora. Essa epopeia mudou o mundo deixando vestígios em todos os continentes”, começou por referir, tendo feito notar que “Vila Nova da Barquinha tem na sua génese o gosto pela coisa militar”.

“Desde os primórdios da nacionalidade, na reconquista, com Almourol. No século XV, com Frei Gonçalo Velho, comendador de Almourol e da Cardiga, que mandou construir na foz do Zêzere, Cafuz, Praia do Ribatejo, as primeiras galeotas que partiram à descoberta dos Açores. No século XIX, com os pontoneiros, em Tancos. No século XX, com o Corpo Expedicionário Português protagonista do “Milagre de Tancos” e da “Cidade de Paulona”, a arma de Engenharia, a Força Aérea (Base Aérea n.º 3) e as Tropas Paraquedistas que na próxima 2.ª feira, dia 23 de maio, completam 60 anos no nosso concelho”, lembrou Fernando Freire.

“Viveram neste território milhares e milhares de cidadãos que cumpriram a sua missão ao serviço da Pátria e que, com saudade, recordam esses tempos”, continuou, tendo feito notar que, “a este trajeto coletivo, assente nos laços hodiernos de familiaridade e de estima, somamos o campo institucional da defesa da causa pública, princípios e valores que quer a instituição militar quer o Município partilham e comungam”.

O autarca destacou ser “com muito orgulho” que, como presidente do município de Vila nova da Barquinha, “tenho muita honra e o grato privilégio de condecorar as tropas paraquedistas com a medalha de honra municipal pelos serviços excecionais prestados à comunidade do nosso concelho e a Portugal”

A sessão vai decorrer na segunda-feira, dia 23 de maio, Dia das Tropas Paraquedistas, e as cerimónias principiam às 08:00, com o içar da bandeira nacional.

paras1– Historial e significado das Tropas Para-quedistas na sua relação com Vila Nova da Barquinha – FUNDAMENTAÇÃO

“Em 1955, através do Decreto n.º 40394, eram criados os paraquedistas em Portugal.

Também, através desse diploma era autorizado o uso de uma boina como artigo de fardamento.

As Tropas Para-quedistas, desde aquela data, estiveram presentes no concelho de Vila Nova da Barquinha e fazem parte da memória e da história do nosso concelho.

Contam, no ano de 2016, sessenta anos de serviço à Pátria e ao nosso território.

Primeiro com a designação de Regimento de Caçadores Paraquedistas, posteriormente como Base Escola das Tropas Paraquedistas, Escola de Tropas Paraquedistas e, ultimamente, como Regimento de Paraquedistas.

Sempre com sede em Tancos e dependentes do então ramo Força Aérea formaram milhares de cidadãos que combaterem na guerra do ultramar desde 1960 até 1975.

Os “páras” granjearam a fama de militares de elite, não só pelas operações de combate e aparições públicas mas também e muito especialmente porque para ser boina verde é necessário palmilhar um longo e duro caminho de instrução e combate.

Em 1 de Janeiro de 1994 transitam para o ramo Exército.

Têm participado em inúmeras missões internacionais de paz e cooperação dando enorme prestígio a Portugal e às organizações internacionais de que fazemos parte.

Esta condecoração constitui o lustre e justo reconhecimento público do Município para aqueles que, nas tropas paraquedistas, ao longo destes 60 anos contribuíram, e contribuem, com o seu mérito, o seu percurso pessoal e profissional para a dignificação das tropas paraquedistas, das Forças Armadas e do Estado Português.

A esse trajeto coletivo, assente nos laços hodiernos de familiaridade e de amizade, somamos o campo institucional, sempre na defesa da causa pública, princípios e valores que ambos partilhamos.

É por isso de inteira justiça homenagear o Regimento de Paraquedistas, unidade herdeira das tropas paraquedistas, com a medalha de honra municipal pelos serviços excecionais prestados à comunidade do nosso concelho e a Portugal”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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