VN Barquinha | Assembleia Municipal aprova contas de 2018 com abstenção da oposição

O relatório de Gestão e Prestação de Contas, referentes ao exercício de 2018 no Município de Vila Nova da Barquinha foi aprovado por maioria na sessão da Assembleia Municipal do dia 24, com quatro abstenções, da coligação PPD-PSD / CDS-PP (3) e da CDU (1, um deputado estava ausente). Pagamentos a forncedores a 27 dias e redução sustentada da dívida são destaques do exercício referente a 2018.

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Na explicação dos documentos, o presidente da Câmara, Fernando Freire (PS) referiu que, durante o ano de 2018, o orçamento sofreu um ajustamento, tendo havido uma diminuição de 4.807.506 euros, resultando num orçamento final de 9.822.869 euros.

Esta diminuição, segundo Fernando Freire, “resultou essencialmente de uma anulação nas despesas de capital justificado de forma a permitir cobertura orçamental para a assunção de compromissos necessários ao investimento público que o Município se propõe a executar no ano de 2019”, exemplificando com a construção de várias infraestruturas, como seja instalações de serviços; redes de águas; construções diversas (viação rural, viadutos, arruamentos e obra complementares) e outros investimentos com candidaturas aprovadas e cofinanciados por fundos comunitários.

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A requalificação da Praça da República, o Ninho de Empresas e o saneamento básico na localidade de Madeiras são exemplos de obras iniciadas e que só este ano ficarão concluídas.

Conforme revela o documento de prestação de contas, a diminuição da receita advém essencialmente daquilo que ficou por arrecadar proveniente dos fundos comunitários.

Fernando Freire destaca os 88 por cento de execução da despesa e os 85 por cento do lado da receita “cumprindo os critérios fixados pela lei”.

Para o autarca, o superavit de 879 mil euros registado em 2018 “significa que estamos a trabalhar bem”. Realça também a redução da dívida do município que, em 2013, era de 5,5 milhões de euros e neste momento está em 3 milhões e 400 mil euros.

Outro aspeto destacado por Fernando Freire é o prazo médio de pagamento aos fornecedores de 27 dias, isto, no município da região que menos recebe de transferências da administração central.

O presidente da Câmara sublinha que a gestão tem sido feita “com regras, ponderação e parcimónia, contando o tostão, isto numa linguagem metafórica”, o que resulta numa gestão financeira “robusta”.

A bancada do PSD-CDS, através do deputado Nuno Miguel Gomes, justificou a abstenção com base na inflação do orçamento.

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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