Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Terça-feira, Novembro 30, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

VN Barquinha | ‘Angoche – Os fantasmas do império’ é o novo romance de Carlos Vale Ferraz

O mais recente romance de Carlos Vale Ferraz, escritor natural de Vila Nova da Barquinha, chega esta quinta-feira, 13 de maio, às livrarias, com a chancela da Porto Editora. Em  ‘Angoche — Os fantasmas do império’, Carlos Vale Ferraz assina um romance ficcional baseado num mistério verdadeiro ocorrido em plena Guerra Colonial.

- Publicidade -

Apesar da ampla investigação levada a cabo na época, hoje, volvido precisamente meio século, ainda se desconhecem as reais causas e as motivações por detrás do estranho caso do desaparecimento da tripulação do navio Angoche, encontrado incendiado e à deriva nas águas de Moçambique. Em ‘Angoche — Os fantasmas do império’, Carlos Vale Ferraz demonstra como a imagem de um país se pode construir, não de verdade e justiça, mas da glorificação dos seus mais vergonhosos feitos.

Para o autor ‘Angoche – Fantasmas do Império’ “é um romance. “É um romance porque só a ficção me permite exprimir o que julgo saber sobre os homens que querem ser heróis e sobre os Estados que utilizam esses homens dispostos a tudo para os seus fins. É uma ficção sobre as taras do poder, como tantas outras obras da literatura ao longo dos séculos, da Odisseia de Homero a Hamlet de Shakespeare, do Coração das Trevas de Conrad a Uma Verdade Incómoda de Le Carré”.

- Publicidade -

Angoche — Os fantasmas do império

SINOPSE:

Angoche — Os fantasmas do império
Nacala, 23 de abril de 1971. Um navio da Marinha mercante portuguesa parte desse porto moçambicano com destino a Porto Amélia (hoje, Pemba). A bordo leva 24 almas, bem como um importante carregamento de material de guerra destinado ao Exército português no Ultramar. Na madrugada seguinte, um petroleiro encontra esse navio, de seu nome Angoche, à deriva, incendiado e sem ninguém a bordo, como se de um navio-fantasma se tratasse. De imediato, a PIDE/DGS abre um inquérito.

As teorias para o que aconteceu surgem em catadupa. Não faltam presumíveis culpados a quem apontar o dedo, mas não há provas. Para adensar o mistério, na noite do desaparecimento do Angoche, uma portuguesa que trabalhava num cabaré da cidade da Beira e é tida como amante de um oficial da Marinha, cai de um edifício. Suicídio ou assassinato, as circunstâncias da sua morte nunca são verdadeiramente esclarecidas…

Depois do 25 de Abril, os relatórios da PIDE/DGS desaparecem. A carcaça do navio, ancorado no porto de Lourenço Marques, acaba por ser afundada. Se testemunhas houve, não falam. Estes são os factos. A partir deles, Carlos Vale Ferraz constrói um romance puramente ficcional, embora essencial e certeiro, sobre moralidade e heroísmo.

 

Carlos Vale Ferraz é o pseudónimo literário de Carlos de Matos Gomes. Créditos: DR

Carlos Vale Ferraz
Pseudónimo literário de Carlos de Matos Gomes, nasceu a 24 de julho de 1946, em Vila Nova da Barquinha. Foi oficial do Exército, tendo cumprido comissões em Angola, Moçambique e Guiné. Investigador de História Contemporânea de Portugal, publicou como Carlos de Matos Gomes e em coautoria com Aniceto Afonso ‘Guerra Colonial’, entre outros. No catálogo da Porto Editora figuram ainda os seus romances ‘A Última Viúva de África’, Prémio Literário Fernando Namora/2018, ‘Nó Cego’, obra de referência obrigatória na ficção portuguesa sobre a guerra colonial, e ‘Que fazer contigo, pá?’.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome