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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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VN Barquinha | Abertura da BA3 à aviação civil é “prematura e prejudicial”, Fernando Freire

A recente tomada de posição da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) sobre a defesa da reabertura da Base Aérea n.º3 (BA3), em Tancos, para acolher as funções da base aérea n.º 6 do Montijo levantou a hipótese da sua abertura à aviação civil e motivou a apresentação do projeto “Aeroporto do Tejo” pelo atelier MODO Arquitetos Associados. Possibilidade que Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha” considera ser um assunto “prematuro e prejudicial” que gera “ruído” na questão central.

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A defesa da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) da reabertura da Base Aérea n.º3 (BA3) para acolher as funções da base aérea n.º 6 do Montijo, expressa no final de janeiro, levantou a hipótese desta infraestrutura do polígono militar de Tancos ser aberta à aviação civil e comercial. Uma das primeiras respostas surgiu no início deste mês pelo MODO Arquitetos Associados com a apresentação de um esboço daquele que seria o “Aeroporto do Tejo”, projeto no valor de 18 milhões de euros.

A possibilidade gerou reações positivas na comunidade, mas é encarada por Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, como uma temática que gera “ruído” na questão central, tratando-se de um “não assunto” que pode revelar-se “prematuro e prejudicial” devido à incongruência com o “princípio do espaço aéreo”.

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No que respeita ao projeto do atelier de arquitetura sediado no Sardoal, Fernando Freire destacou que foi contactado pelos arquitetos antes destes tornarem o esboço público, mas que não se tratou de “uma ação concertada” e que, apesar de ter gostado do “design”, “uma questão são os designs outra coisa é o que é exequível”.

O autarca defende que “neste momento toda a minha energia está direcionada para o regresso a BA3” e tem realizado diligências políticas junto dos deputados de todos os grupos parlamentares nesse sentido por se tratar de uma questão que “deve envolver todos os partidos políticos com assento parlamentar do distrito de Santarém porque vejo a questão como um benefício regional e não local”.

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A possível reabertura da BA3 ainda não é uma realidade, mas foi fortalecida pela “garantia” do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, expressa na semana passada de que “é intenção deste Governo ceder os meios de combate a incêndios florestais à Força Aérea”. Segundo Fernando Freire, a localização da BA3 constitui uma mais-valia no combate aos incêndios que deve “ficar próximo das florestas” e “tem de estar num território de centralidade do país” e referiu a disponibilização de meios aéreos (C130 e C295).

Da sua parte, considera que “seria incongruente com o meu posicionamento e conhecendo o espaço aéreo, que estivesse aqui a levantar um problema que nem sequer existe”, revelando-se “concentrado e focalizado para que regressem os meios da Força Aérea para o sítio onde deviam estar, que para mim é Tancos”. Questionado se a abertura da BA3 à aviação civil está totalmente fora de questão, Fernando Freire considera tratar-se de “um não assunto” e classifica-o gerador de “ruído” e potencialmente “prematuro e prejudicial” face à questão fulcral, o regresso do aeroporto militar ao seu concelho, acrescentando que “o caminho faz-se caminhando”.

No que respeita ao aeroporto civil, o autarca destacou o anúncio do próximo dia 16 por parte do Governo que “ao que tudo indica, será o Montijo, ou seja, Portela mais um”, assunto que será abordado na reunião com o Ministério da Defesa na segunda-feira, dia 13, em que irá acompanhado pela presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Maria do Céu Albuquerque, e outro representante desta entidade pertencente a um partido com outra cor política.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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