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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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VN Barquinha: A alma da arte de Alexandre Conefrey exposta na primeira pessoa

A exposição “Anima Mea”, de Alexandre Conefrey, vai continuar patente na Galeria do Parque até ao dia 19 de fevereiro com trabalhos em que o artista explora em carvão a mítica Torre de Babel e os moinhos flamengos e holandeses imortalizados pelo pintor Pieter Brueghel. Estivemos presentes no momento da inauguração e pedimos ao artista lisboeta para nos expor a alma da mostra comissariada por João Pinharanda.

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“Anima Mea” (“minha alma” em latim) é o nome da exposição de Alexandre Conefrey, patente na Galeria do Parque com trabalhos em carvão do artista lisboeta formado no Ar.Co e bolseiro no Royal College of Art, em Londres. A mostra é comissariada por João Pinharanda e resulta da parceria entre a Câmara de Vila Nova da Barquinha e a Fundação EDP no âmbito do projeto Parque de Escultura Contemporânea Almourol (PECA).

Fotos: mediotejo.net
Fotos: mediotejo.net

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A inauguração contou com a presença de diversos elementos do executivo barquinhense, entre eles Fernando Freire, presidente da autarquia, que salientou o lado mítico de uma exposição que acaba por dar continuidade a uma outra do artista intitulada “The Pit: Dois Abismos – um poço fitando o céu”, presente no Museu da Eletricidade (Lisboa) em 2015.

Aproveitámos o momento para falar com Alexandre Conefrey sobre a Torre de Babel e os moinhos de vento retratados por Pieter Brueghel, o “Velho”, dois elementos inspiradores dos trabalhos em carvão que ficam na Galeria do Parque até ao próximo mês.

Fotos: mediotejo.net
Fotos: mediotejo.net

Aos dois temas, o artista juntou a crucificação de Jesus e as perseguições religiosas na Flandres, representados pelo pintor flamengo do século XVI a óleo na obra “Subida ao Calvário” que, por sua vez,  inspirou o filme “O Moinho e a Cruz” (2011), do realizador polaco Lech Majewski. A ligação com o filme é “muito forte” e Alexandre Conefrey acabou por revelar “fui fazendo este trabalho à medida que o via”.

A Torre de Babel é, na sua opinião, “também um poço” e o facto da construção ser feita para cima ou para baixo é desvalorizado. Quando questionado sobre a infinidade da construção referida na passagem bíblica, o artista destaca tratar-se “do princípio de todas as línguas, em que toda a gente começa a falar uma língua diferente. Uma construção que acaba numa dispersão”.

Fotos: mediotejo.net
Fotos: mediotejo.net

Ao salientar a relevância da língua, surgiu-nos a questão da necessidade de existirem línguas para compreender a arte e se esta funciona no sentido inverso, ou seja, como elemento unificador e universal. A resposta foi simples. A arte, à semelhança das diferentes línguas, “também pode desunir” porque os gostos são variáveis, contudo, esta diversidade é enriquecedora e torna-a “num bem necessário”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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