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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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VN Barquinha: 699 esperanças da canoagem nacional encheram o rio Tejo

O parque ribeirinho de Vila Nova da Barquinha recebeu este domingo, dia 19, o Campeonato Nacional de Esperanças II com a participação de cerca de 700 canoístas dos escalões de formação. Os atletas de 45 clubes vieram de norte a sul do país e encheram o rio Tejo na prova organizada pela Federação Portuguesa de Canoagem em parceria com o Clube Náutico Barquinhense.

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O calor daquele que pode ser considerado o primeiro dia com sabor a Verão não foi impedimento para os 699 participantes na segunda prova do Campeonato Nacional de Esperanças que decorreu este domingo em Vila Nova da Barquinha. O parque ribeirinho revelou-se um espaço privilegiado para a realização de eventos desportivos de dimensão nacional, acolhendo os apoiantes dos 45 clubes de canoagem vindos de todo o país e entre os quais se encontravam, além do clube anfitrião, dois clubes do Médio Tejo, o CGC Nabância (Tomar) e o CD Patos (Abrantes).

Entrega de medalhas por Fernando freire, momento da prova, as medalhas e a equipa de arbitragem (fotos: mediotejo.net)
Entrega de medalhas por Fernando Freire, momento da prova, as medalhas e a equipa de arbitragem (fotos: mediotejo.net)

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A prova em que o Clube Náutico de Ponte de Lima recebeu o troféu principal, com 431 pontos, foi organizada pela FPC – Federação Portuguesa de Canoagem em parceria com o Clube Náutico Barquinhense e apoiada pela autarquia e as Juntas de Freguesia de Vila Nova da Barquinha e Praia do Ribatejo. Os 216 pontos do Clube Náutico de Crestuma valeram-lhe o segundo lugar, seguido pelo Clube Náutico de Prado, que atingiu os 195 pontos

Vítor Félix, presidente da FPC, esteve presente e Oscar Soares foi o juiz-árbitro da iniciativa que juntou cerca de 700 atletas dos escalões menor, iniciado, infantil e cadete (em K1, K2, C1 e C2) no rio Tejo. Um número de inscrições nunca antes registado numa prova do Campeonato Nacional de Esperanças e que motivou Fernando Freire a caraterizá-la como “a primeira de muitas”. Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da autarquia barquinhense destacou os “elogios rasgados por parte da organização e também da federação” levando o município a continuar “a apostar para o futuro neste tipo de provas num palco maravilhoso que é o próprio parque”.

Placard de classificações, momento da prova, o público, e barcos k1 (fotos: mediotejo.net)
Placard de classificações, momento da prova, o público, e barcos K1 (fotos: mediotejo.net)

Segundo Fernando Freire “o Tejo identifica Barquinha e Barquinha identifica o Tejo, há aqui uma simbiose perfeita e hoje abraçámos o rio”. O presidente da câmara municipal destacou o crescimento do Clube Náutico nos últimos anos e o trabalho desenvolvido ao nível da formação, desenvolvimento confirmado pelo presidente desta associação, Fábio Passos Leitão que entrou como atleta em 1998, juntando-lhe mais tarde a função de treinador e que atualmente, aos 29 anos, conjuga com o cargo de presidente da Direção.

Um três em um que exige muitas horas para conseguir atingir os objetivos estabelecidos, que “como treinador passam por ter um campeão nacional e como presidente o objetivo era este, ter na Barquinha uma das maiores provas de canoagem”. Uma vez cumprida a ambição de presidente, que pretende repetir nos próximos anos, Fábio Passos Leitão salienta que “como treinador há que continuar a melhorar e a trabalhar para isso”.

Momento da prova, público, entrega de medalhas por Vítor Félix e uma das diversas partidas (fotos: mediotejo.net)
Momento da prova, público, entrega de medalhas por Vítor Félix e uma das diversas partidas (fotos: mediotejo.net)

A responsabilidade de ambas as conquistas não é exclusivamente sua, destaca, sendo atribuída ao “trabalho da equipa”, que envolve os restantes elementos e os cerca de 30 canoístas do Clube Náutico Barquinhense, 20 nos escalões de formação, com idades compreendidas entre os sete e os 56 anos.

O contraste com os “cerca de quatro ou cinco atletas” que tinham há quatro anos deve-se, em parte, à utilização dos tanques do parque ribeirinho para os treinos quando o rio Tejo não o permite e a mudança para o Centro Náutico, deixando para trás a pequena garagem onde pessoas, barcos e equipamentos de ginásio se amontoavam. Se “antigamente era muito difícil”, diz, “hoje temos aqui todas as condições para se criar um grande clube do Tejo”.

A azáfama dos clubes, vencedores da prova, o cenário envolvente e Fernando Freire, Fábio Passos Leitão e Ricardo Honório (fotos: mediotejo.net)
A azáfama dos clubes, os vencedores da prova, o cenário envolvente e Fernando Freire, Fábio Passos Leitão e Ricardo Honório (fotos: mediotejo.net)

A prova virada para o futuro com as esperanças da canoagem nacional a mostrarem o que valem também teve um momento em que se recordou o passado numa homenagem a Luís Filipe Passos, elemento da Direção do Clube Náutico Barquinhense que faleceu no início deste mês, vítima de doença prolongada. Sabendo que o antigo dirigente não resistiu ao último de vários tumores malignos compreende-se porque razão se optou pela salva de palmas em vez do tradicional minuto de silêncio. Pode não ter vencido esta prova, mas foi campeão nas restantes.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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