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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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Vítimas de assalto a carrinha de tabaco em Santarém não conseguem identificar suspeitos

O julgamento de seis homens acusados de assalto à mão armada, em agosto de 2011, a uma carrinha de transporte de tabaco começou na quinta-feira no Tribunal de Santarém com uma tentativa, sem sucesso, de reconhecimento dos réus pelas vítimas.

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A pedido do advogado de um dos arguidos, o Tribunal procedeu a um reconhecimento dos réus presentes (um deles não compareceu), não tendo as duas vítimas do assalto conseguido identificar os autores do sequestro e roubo do tabaco, no primeiro caso, e do roubo da viatura em que se puseram em fuga, no segundo.

Dos seis homens, com idades entre os 25 e os 33 anos, três estão a cumprir penas de prisão por outros processos (dois no estabelecimento prisional de Monsanto e outro no de Linhó).

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Os factos remontam a agosto de 2011, quando, alegadamente, atravessaram o veículo em que seguiam à frente da carrinha que transportava o tabaco, pertencente a uma empresa de Alcobaça, na estrada nacional 114, junto à povoação de Secorio, no concelho de Santarém.

Os arguidos terão ameaçado o condutor da viatura com uma arma de fogo e uma faca, obrigando-o a seguir por uma estrada de terra batida para um local isolado, onde carregaram o tabaco e o dinheiro para a carrinha usada no assalto.

Segundo a acusação, o funcionário da empresa de distribuição de tabaco foi deixado na parte traseira com uma caixa de papelão a tapar-lhe a cabeça, para dificultar a identificação dos autores do crime.

Os suspeitos acabaram por se despistar perto de Albergaria, no concelho de Santarém, continuando a fuga primeiro a pé e depois roubando o carro a uma condutora que circulava na rua principal da aldeia.

O tabaco (no valor de cerca de 10.000 euros), cerca de 1.800 euros em dinheiro (1.200 dos quais em moedas) e um telemóvel foram deixados na carrinha acidentada e mais tarde recuperados pela GNR.

A viatura roubada em Albergaria acabou por ser recuperada na zona de Moita dos Ferreiros, concelho da Lourinhã.

Ambas as vítimas afirmaram que um dos assaltantes era mais forte, tendo o funcionário da carrinha de transporte de tabaco referido que foi esse que o agarrou e manietou. A proprietária da viatura roubada disse igualmente ter sido agarrada para sair do carro pelo elemento mais forte do grupo de cinco homens.

Contudo, quando colocados perante os arguidos, que foram misturados com amigos e familiares (que acorreram em grande número para assistir ao julgamento), não conseguiram identificá-los.

A sessão decorreu sob fortes medidas de segurança, com a presença de elementos do Grupo de Intervenção de Segurança Prisional e da PSP, que revistaram e condicionaram o acesso à sala de audiências.

Os réus que se encontram presos optaram, para já, por não prestar declarações, tendo os outros dois arguidos afirmado desconhecer por que motivo estão no processo, alegando desconhecer os outros elementos e qualquer dos factos constantes da acusação.

 

Agência de Notícias de Portugal

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