Vila de Rei | Tempestade ‘Elsa’ causa danos superiores a 650 mil euros no concelho

Tempestade ‘Elsa’ causa danos superiores a 650.000€ no concelho de Vila de Rei. Em todo o Médio Tejo os prejuízos ascendem aos 6,7 ME. Foto: CMVR

A tempestade ‘Elsa’ que, em dezembro de 2019, assolou grande parte do território nacional, causou grandes estragos no Concelho de Vila de Rei, com prejuízos superiores a 650.000€, contabilizando os danos nos domínios públicos e privados.

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Os levantamentos levados a cabo pelo Município mostram danos de 623.713,70€ em áreas públicas (grandes prejuízos nas Praias Fluviais do Penedo Furado e Bostelim, derrocadas, quedas de árvores e muros, infiltrações em edifícios, reparações em estradas, pontes e valetas, linhas de água destruídas, acessos a estradões florestais, entre outros) e de 27.771,40€ em áreas privadas já registados, mas que ascenderão a, pelo menos, mais 20.000€ ainda a serem contabilizados (principalmente devido a quedas de muros, árvores e destruição de terrenos de cultivo).

Em comunicado, o município dá conta que, devido a esta catástrofe, “a autarquia de Vila de Rei é obrigada a realizar novas obras e novos investimentos em diversas áreas”, com os maiores investimentos a serem aplicados na recuperação das Praias Fluviais do Penedo Furado e Bostelim, sustentação de terras e plataforma em Zaboeira e na reparação da cobertura da Biblioteca Municipal José Cardoso Pires.

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O Município de Vila de Rei enviou já o levantamento de todos os danos e prejuízos causados no Concelho para a CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e para a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, para que estas entidades possam ter conhecimento real da devastação sofrida no concelho e que causou prejuízos na ordem dos 6,7 ME em 10 dos 13 municípios do Médio Tejo.

Citado na mesma nota, Ricardo Aires, presidente do Município de Vila de Rei, refere que “após uma nova catástrofe sofrida no nosso Concelho, com danos elevadíssimos para a realidade Vilarregense, esperamos poder ter apoios e auxílios para melhor reverter e resolver mais esta problemática, cujos danos poderão ter ainda uma grande implicância num futuro breve, nomeadamente a nível turístico e económico”.

“Caso não tenhamos nenhum apoio por parte do Governo, e tendo em conta que estes trabalhos não se encontravam orçamentados e que apresentam uma elevada importância para os nossos habitantes e visitantes, haverá obras previstas para 2020 que não se poderão realizar”, deu conta o autarca.

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