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Sábado, Outubro 23, 2021

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Vila de Rei | Ricardo Aires (PSD) não se conforma com fecho do Gabinete de Inserção Profissional

O assunto já tinha marcado a sessão de Assembleia Municipal de dia 14 de setembro, e desta feita a concelhia do PSD de Vila de Rei “exige que seja reposta a igualdade de tratamento” em relação a outros concelhos, considerando que Vila de Rei está “novamente” a ser prejudicada com “critérios duvidosos”. Ricardo Aires, presidente da concelhia social-democrata e da autarquia vilarregenses, disse ter ficado “estupefacto” com a informação e prorrogação do prazo de encerramento até dia 31 de dezembro, admitindo já ter feito diligências para inverter a situação.

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Segundo o autarca, o argumento dado para o encerramento do Gabinete neste e noutros concelhos do Médio Tejo, é terem menos de mil desempregados. Ricardo Aires deu conta de uma posição conjunta dos 13 municípios através da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, de onde seguirá uma carta.

A CM Vila de Rei já fez “um ofício para o Ministro da tutela” e agora aguarda resposta. O autarca recordou que o GIP tem sido “essencial” no que toca ao trabalho “em prol dos empresários e dos desempregados”, algo que leva Ricardo Aires a estranhar e a “não conseguir perceber esta medida”.

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Em comunicado, a concelhia do PSD refere a deliberação do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP que veio “prorrogar o período de funcionamento dos Gabinetes de Inserção Profissional até dia 31 de dezembro de 2018, uma vez que estes terminariam as suas funções no final do mês de Julho do corrente ano, permitindo desta forma manter abertos todos os Gabinetes até à realização de novo concurso”, pode ler-se.

No mesmo documento refere-se a deliberação do Conselho Diretivo, a 4 de setembro, que definiu a abertura “do período de candidaturas para a criação dos GIP para o triénio 2019-2021 em que fecha a possibilidade de manutenção do serviço em Vila de Rei”, questionando o PSD de Vila de Rei “quais os critérios adotados que determinam que uns fechem e outros mantenham as suas funções”.

É ainda questionado porque vem “agora o Governo retirar este serviço de proximidade” conseguido para Vila de Rei pelo executivo camarário “em pleno período da Troika, quando não havia dinheiro para nada, e agora, em que parece que já há para algumas coisas e para alguns territórios, em detrimento de outros, normalmente os mesmos”.

O GIP de Vila de Rei funciona há cerca de 4 anos no Edifício Rainha Santa Isabel, onde está patente o ninho de empresas. Foto: mediotejo.net

Colocadas em causa são, também, as classificadas como “intenções bonitas” do “imprescindível papel dos Gabinetes de Inserção Profissional (GIP) no reforço da atuação do Serviço Público de Emprego, numa lógica de serviço de proximidade aos territórios e às populações”, considerando-se que o concelho de Vila de Rei  “está novamente a ser prejudicado, com critérios duvidosos, face a muitos outros concelhos com características semelhantes”.

Acusando o Governo Socialista de estar a esquecer-se de Vila de Rei com “práticas reiteradas de discriminação”, a concelhia do PSD afirma que estas só vêm contribuir “para o aumento das assimetrias entre territórios, para o crescente descrédito da classe política, bem como para o aumento do sentimento bem latente nas nossas populações, de que “Lisboa não quer saber de nós!”.

Por fim, o PSD de Vila de Rei afirma continuar “a denunciar todas as medidas, ações, compromissos que sejam tomados em desfavor dos vilarregenses, que têm sido recorrentes por parte deste Governo Socialista, Comunista e Bloquista”, termina o comunicado.

Pelo que o mediotejo.net conseguiu apurar até ao momento, também o Gabinete de Inserção Profissional de Mação, com dez anos de existência, consta da lista de encerramentos. Ao que consta, apenas restarão no Médio Tejo, a funcionar a tempo parcial, os gabinetes de Abrantes, Alcanena, Tomar e Ourém.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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