Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Domingo, Agosto 1, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Vila de Rei quer classificar conheiras para as preservar e promover turísticamente (c/ÁUDIO)

A Câmara de Vila de Rei quer a atribuição do estatuto de “Conjunto de Interesse Nacional ou Público” às conheiras existentes no concelho, tendo formalizado um protocolo com o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) para suporte técnico especializado.

- Publicidade -

O protocolo de cooperação assinado no final de junho com o IPT “pretende criar condições para inserir as conheiras” – minas de exploração de ouro a céu aberto – “num Plano Especial de Ordenamento do Território com vista à classificação de Conjunto de Interesse Nacional ou Público”.

As conheiras são “visíveis nas margens da ribeira do Codes e do rio Zêzere, constituindo amontoados de enormes conhos” (seixos) resultantes da exploração do ouro por aluvião, presumivelmente na época romana e anteriores, tendo Vila de Rei um conjunto mínimo de 52 conheiras identificadas no seu território.

- Publicidade -

ÁUDIO: RICARDO AIRES, PRESIDENTE CM VILA DE REI:

Segundo o protocolo assinado, o IPT vai agora “preparar um relatório detalhado das atividades já desenvolvidas a nível do levantamento arqueológico, ambiental e geológico das conheiras” de Vila de Rei, para que a autarquia possa “elaborar um dossier de candidatura à sua classificação como ‘Conjunto de Interesse Nacional ou Público’ junto da Direção Regional da Cultura do Centro.

O protocolo prevê ainda um quadro de cooperação institucional entre as duas entidades, como a possibilidade do IPT ministrar ciclos de estudos e ações de formação no concelho de Vila de Rei, divulgação da oferta de formação de Técnicos Superiores Profissionais (de Licenciatura e Mestrado) junto da comunidade escolar ou a cedência mútua de espaços para a realização de atividades de ensino e formação a desenvolver em Vila de Rei ou nas instalações do IPT, em Tomar e Abrantes, no distrito de Santarém.

Numa segunda fase, a autarquia pretende construir um Centro de Interpretação, que promova o estudo mais aprofundado das cerca de 52 conheiras atualmente identificadas e que possibilite a valorização e promoção turística.

Amontoados de seixos rolados, as conheiras são vestígios da exploração do ouro a céu aberto e da presença romana no território de Vila de Rei. Foto: CMVR

“A introdução das conheiras num Plano Especial de Ordenamento do Território é um passo essencial para que consigamos garantir a devida preservação e conservação destas realidades arqueológicas”, afirmou o presidente da Câmara de Vila de Rei, Ricardo Aires, para quem que o IPT “será um aliado importantíssimo neste processo, através das suas valências técnicas e científicas nas áreas da arqueologia, conservação e gestão do território”.

A Câmara de Vila de Rei quer a atribuição do estatuto de “Conjunto de Interesse Nacional ou Público” às conheiras existentes no concelho. Foto: CMVR

O presidente do Politécnico de Tomar, por sua vez, disse que a assinatura deste protocolo “representa mais um passo importante para a concretização da missão do IPT de desenvolvimento do território em articulação com as diversas autarquias”, tendo João Coroado acrescentado que a classificação das conheiras de Vila de Rei como ‘Conjunto de Interesse Nacional ou Público’ “representa uma mais-valia quer para o município, quer para o IPT quer para a própria Região”.

Os vestígios da exploração de ouro em Vila de Rei ocupam toda a zona centro e sul do concelho, e ocupam uma área de cerca de metade de um total de 194 quilómetros quadrados que constituem aquele município do distrito de Castelo Branco.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome