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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Vila de Rei quer aumentar para 44% níveis de captura de biorresíduos já em 2023

O município de Vila de Rei quer aumentar para 44% os níveis de captura de biorresíduos já em 2023, contra os atuais 20%, numa estratégia hoje apresentada e que aposta num modelo de recolha por proximidade.

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“A escolha pelo modelo de recolha por proximidade, com uma densa rede de pontos de deposição igual ao número de contentores de indiferenciados [480 unidades de 120 litros], permitirá uma elevada abrangência das famílias residentes e visitantes”, é referido no estudo hoje apresentado, que aponta para uma “efetiva captura de cerca de 44% dos biorresíduos logo em 2023, quantificando-se em 184 toneladas”.

Tendo em conta as especificidades do município de Vila de Rei, com baixa densidade populacional – cerca de 3.500 habitantes dispersos por uma área territorial de 191 km2 -, o melhor método para “evitar o envio para aterro” passa pela “recolha de proximidade no setor doméstico, com a colocação de contentores na via pública em igual número aos atuais”, modelo que vai servir todo o concelho a par com a recolha de indiferenciados.

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Para o setor não doméstico, como restaurantes, cafés, cantinas ou instituições de solidariedade social, será privilegiada a “recolha porta a porta dedicada”, é indicado no Estudo Municipal para o Desenvolvimento de Sistemas de Recolha de Biorresíduos de Vila de Rei e que decorre da obrigatoriedade imposta pela União Europeia de, até dezembro de 2023, todos os Estados-membros assegurarem a separação e reciclagem na origem de biorresíduos.

No documento, elaborado pela empresa Ecochoice em articulação com o município e a sociedade civil, é referido que será necessário um investimento na ordem dos 230 mil euros, cerca de 66 euros por habitante, para implementar, já a partir de 2022, aquele método de recolha, aliado à compostagem doméstica e comunitária, num processo que vai “permitir aportar cerca de 50 toneladas de fertilizante para utilizar na floresta e na agricultura”, num concelho marcado pelos incêndios e erosão dos solos.

No trabalho é defendido que a meta de recolher, até 2027, “quase 70%” dos biorresíduos (resíduos de matéria orgânica, como alimentos, que podem ser decompostos por completo) é um “objetivo tão ambicioso quanto necessário à evolução para uma economia mais circular”.

A sensibilização é apontada como “uma peça importante da mudança necessária” nos hábitos de separação de lixo, pelo que o estudo prevê um investimento de 79 mil euros até 2030 em ações de sensibilização.

Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Paulo César, disse que o estudo permite “identificar as melhores soluções a implementar, com o intuito de assegurar que os biorresíduos são separados e reciclados na origem ou recolhidos seletivamente com a máxima eficiência”, salientando que a diluição de custos de investimento terá de ser visto numa ótica de médio e longo prazo.

“Não é um custo, é um investimento, e a recolha seletiva de biorresíduos e a sua valorização resultará em benefícios económicos globais evitando em paralelo os custos e impactos decorrentes da necessidade de eliminação deste tipo de resíduos”, afirmou Paulo César.

Esta estratégia de desenvolvimento, acrescentou, “vem consolidar, implementar e dar continuidade à implementação de vários projetos de incentivo à reciclagem e de redução de resíduos em aterro”.

“É a própria população que o exige, como demonstram os extraordinários níveis de reciclagem por habitante”, sublinhou o autarca, assegurando que o município quer “continuar a dar o exemplo, mas, sobretudo, a potenciar as melhores práticas e assegurar a melhor qualidade de vida a todos os vilaregenses” e a todos os visitantes.

A apresentação do modelo de recolha de biorresíduos (sobras de refeições, cascas de frutas e legumes, folhas e ervas do jardim) surge como “resposta à diretiva comunitária que estabelece a obrigatoriedade de os Estados-membros assegurarem, a partir de 01 de janeiro de 2024, que os biorresíduos são separados e reciclados na origem ou recolhidos seletivamente”, recordou.

Agência de Notícias de Portugal

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