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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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Vila de Rei | PS rejeita dois pontos da OT da CM por incumprimento de prazos

O vereador socialista, Luís Santos, rejeitou esta sexta-feira 17 de novembro, os últimos dois pontos da Ordem de Trabalhos da reunião de Câmara Municipal de Vila de Rei. A vereação tomou conhecimento dessas propostas após o prazo mínimo legal de 48 horas. O vereador justificou a sua atitude por “não poder votar em consciência” duas propostas cuja documentação não teve tempo de analisar.

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Votado o ponto 24 da Ordem de Trabalhos da reunião de Câmara Municipal de Vila de Rei, Luís Santos disse: “e a reunião para mim acaba aqui”, surpreendendo os três vereadores do PSD e o presidente Ricardo Aires.

Isto porque a vereação só tomou conhecimento do ofício da Fundação João e Fernanda Garcia sobre o assunto “pedido de autorização de constituição de hipoteca” e da adenda ao protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Vila de Rei, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Santa Casa da Misericórdia de Vila de Rei no dia 16 de novembro, não cumprindo assim as 48 horas de prazo mínimo exigidas por lei.

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“No início do mandato pedi se poderiam ser 72 horas para a receção dos documentos para poder analisar atempadamente e ter uma opinião cabal sobre os assuntos”, explicou ao mediotejo.net o vereador eleito pelo PS. O pedido não foi aceite vigorando o prazo mínimo de 48 horas. “Estes dois pontos foram incluídos ontem, tinha menos de 24 horas para os analisar e ao ler os documentos achei que faltavam coisas e não ia tomar uma posição em plena consciência sem conseguir analisar tudo” e por isso considerou que a reunião terminara no ponto 24.

Por seu lado, o vereador do PSD, Paulo César Luís, admitiu que o vereador do PS “tem o direito de fazer o que bem entender” desde que “tenha consciência que estas instituições saberão” de tal oposição. “Podia ter visualizado porque os documentos são públicos e não visualizou porque o seu interesse por esta terra teve início na campanha eleitoral” acusou.

O presidente Ricardo Aires esclarece tratar-se de “uma iniciativa das duas instituições, não foi o executivo municipal que após as 48 horas acrescentou estes dois pontos”.

Uma vez retirados os pontos 25 e 26 da Ordem de Trabalhos as decisões sobre as propostas ficaram adiadas para outra reunião de câmara que pode não ser a próxima, tendo em conta que, segundo o presidente, “pelo menos uma das propostas tem de ir à Assembleia Municipal” que decorre na próxima segunda-feira 20 de novembro. A seguinte realiza-se em fevereiro de 2018.

 

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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