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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Vila de Rei | Município garante GIP e CDLS 4G para os próximos três anos

O executivo municipal da Câmara de Vila de Rei aprovou por unanimidade a candidatura ao CLDS 4G (Contrato Local de Desenvolvimento Social de 4ª Geração). Na candidatura constam os eixos de intervenção para desenvolvimento de ações no âmbito da Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil e da Promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa. Ricardo Aires, presidente da CMVR, reclama para a sua autarquia o eixo 4, atribuído aos territórios atingidos por calamidades, como os incêndios.

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A autarquia mostrou já esperar o novo Contrato Local de Desenvolvimento Social, uma vez que se trata de “um trabalho de continuidade e que tem sido profícuo e com um trabalho bem desenvolvido pelos técnicos do CLDS 3G”, afirmou o presidente da Câmara, aproveitando para “agradecer publicamente à Santa Casa da Misericórdia de Vila de Rei, a entidade gestora, que tem posto à disposição todos os seus recursos”.

O montante de financiamento para o CLDS 4G será de 360.000,00€ para 36 meses de intervenção.

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Porém, haverá novidades quanto à coordenação deste novo CLDS nos municípios do Pinhal Interior Sul, uma vez que será a associação Pinhal Maior – Associação de Desenvolvimento desta região, a entidade gestora. Por outro lado, ficara aprovado em sede de executivo vilarregense que se manterá a técnica coordenadora Ana Cadete, que já exercera essa função no CLDS 3G.

“Nós reunimos e, apesar de ainda não ter sido aprovado ainda nas Câmaras Municipais, deverão ser incluídos todos os CLDS 4G do concelhos de abrangência da Pinhal Maior”, sendo eles Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei, sendo que cada concelho terá a sua equipa de técnicos, “mas cujos planos de ação vão beber uns nuns outros, para se trabalhar em rede”, notou.

Ricardo Aires (PSD), autarca vilarregense, não deixou de salientar o seu “lamento” pelo facto de a candidatura ao CLDS 4G não incluir o município de Vila de Rei no eixo 4. Auxílio e intervenção emergencial às populações inseridas em territórios afetados por calamidades e/ou capacitação e desenvolvimento comunitários. Este eixo acresce uma majoração de 50% à verba do programa nos municípios em que se inclui, caso de Oliveira do Hospital, Lousã, entre outros.

“O eixo 4 é mesmo para os concelhos que infelizmente sofreram consequências com os incêndios, no nosso concelho felizmente não se registaram vítimas mortais, mas ardeu tal como os restantes arderam a 17 de junho e 15 de outubro de 2017”, disse, indignado.

O autarca deu conta de já ter tomado diligências quanto a este facto, tendo “feito chegar uma carta” à tutela, tentando reverter este “senão”.

Quanto ao eixo 1, Ricardo Aires disse não ter qualquer queixa, uma vez que foi prorrogado o prazo de funcionamento do Gabinete de Inserção Profissional (GIP) de Vila de Rei por mais três anos, apesar do anterior anúncio de encerramento do GIP – que fecharia portas a 31 de dezembro de 2018 – facto que deixou o autarca inconformado e que levou à tomada de diligências, tendo sido revertida a situação.

Foto: mediotejo.net

“O trabalho que se está a fazer também no GIP é um trabalho espetacular, ótimo para os empresários e para os desempregados. Nós andamos a semear para colher depois, e isto está neste momento a acontecer”, referiu, adiantando que a equipa de técnicos se manterá e que aquele fora um dos argumentos utilizados para contrapor a decisão do Governo central.

De referir que o CLDS 4G se divide em 4 eixos de intervenção, incluindo eixo 1: Emprego, formação e qualificação; eixo 2: Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil; eixo 3: Promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa; eixo 4: Auxílio e intervenção emergencial às populações inseridas em territórios afetados por calamidades e/ou capacitação e desenvolvimento comunitários.

O Programa de CLDS, agora na sua 4ª Geração, sofreu um ajuste tendo em conta alguns pressupostos, entre os quais “seleção dos territórios de intervenção, centrada em indicadores de fragilidade social que incorporam, entre outros, os níveis de desemprego e de envelhecimento das populações residentes” e “criação de diferentes níveis de financiamento, a atribuir aos projetos em função da dimensão da população residente em cada um dos concelhos selecionados enquanto território de intervenção, valorizando, simultaneamente, quer o grau de fragilidade social identificado no território, quer a sua localização geográfica no que respeita à interioridade”.

Também visa o “alargamento do leque de agentes responsáveis pelo desenvolvimento das atividades nos territórios de intervenção dos projetos, designadamente através da reintrodução das Câmaras Municipais no universo das entidades que promovem os CLDS”, lê-se na Portaria nº 229/2018 de 14 de agosto que procedeu à criação do CLDS 4G e onde consta a sua regulamentação.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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