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Domingo, Outubro 17, 2021

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Vila de Rei | Maioria PSD aprova nova hasta pública para venda do hotel da vila

O executivo camarário do Município de Vila de Rei aprovou por maioria social-democrata uma nova hasta pública para alienação do hotel de Vila de Rei. Foi deliberada a publicação de edital, a fim de abrir um prazo de entrega de propostas de 30 dias, sendo que os interessados devem apresentar as propostas e projetos à autarquia, para que sejam avaliadas. A decisão surgiu após as últimas duas hastas públicas terem ficado desertas. O vereador do PS votou contra este ponto, considerando que a venda deveria ser “suspensa” dadas as atuais circunstâncias e a crise no ramo de hotelaria/restauração devido à pandemia de covid-19.

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Ricardo Aires, presidente da CM de Vila de Rei, lembrou que “houve na primeira hasta um concorrente com proposta abaixo do preço a que estava na altura”, mas referiu que a hasta pública que decorreu até dia 20 de março não recebeu qualquer proposta.

O preço base de licitação para a venda do do Hotel de Vila de Rei foi de € 449.025,85 (quatrocentos e quarenta e nove mil e vinte cinco euros e oitenta e cinco cêntimos).

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Após parecer jurídico, e tendo em conta que se trata da segunda hasta pública deserta de propostas, é entendimento proceder “à alienação do Hotel por ajuste direto à empresa que apresentar a melhor proposta para o Município de Vila de Rei”, após publicitação em edital, que determina o prazo de apresentação de propostas por 30 dias.

“Se recebermos propostas, penso que deve ser considerada a proposta com maior valor e com projeto, que inclua pelo menos as mais-valias que constavam na hasta pública, nomeadamente as obras de requalificação daquela infraestrutura e o aumento do nº de quartos, com consequente subida da classificação para 4 estrelas”, referiu Ricardo Aires, presidente da CMVR.

As propostas recebidas vão ser avaliadas pelo executivo camarário. “Quem quiser adquirir o hotel, que apresente uma proposta credível, que venha ao encontro dos pressupostos da hasta pública, e com o maior valor possível tendo em conta o preço-base”, disse.

O Hotel de Vila de Rei, edifício que é pertença do Município e que está atualmente concessionado à firma Alma Rei. A autarquia quer vendê-lo em hasta pública para permitir a sua valorização e requalificação. Foto: DR

Por outro lado, o vereador Luís Santos (PS) optou por votar contra, referindo ter opinião diferente da maioria social-democrata. “Acho que este processo deve ser suspenso. Atendendo às circunstâncias que estamos a viver, e tendo em conta os constrangimentos no setor da hotelaria/restauração, penso que não é a melhor altura para se pôr à venda o edifício”, disse o vereador da oposição, aludindo à crise que se vive na hotelaria/restauração como motivo para “constranger” o interesse à hasta pública.

Já Ricardo Aires (PSD), presidente da CM Vila de Rei, frisou que “para além da pandemia existe vida, e como o processo já está em encaminhamento, temos de continuar conforme o Governo de Portugal diz”.

“A hasta pública não deve ser suspensa, porque poderá ser uma oportunidade. Neste momento o hotel pode ser uma oportunidade, mas tem que cumprir com as condições da hasta pública em termos de valorização do espaço, porque não é só o preço que conta”, referiu o autarca.

“Caso não haja propostas, iremos continuar com o concessionário, sendo que o hotel ainda tem pela frente cerca de dois anos de concessão à empresa Alma-Rei”, disse o edil.

Recorde-se que a unidade hoteleira, pertença do município e datado da década de 90, reabriu portas a 31 de março de 2017 como Hotel Vila de Rei, com o atual concessionário responsável pela sua exploração e sucedendo à antiga Albergaria D. Dinis. Desde início que a empresa manifestou intenção de subir a categoria daquela unidade para 4 estrelas, algo que o Município também ambiciona.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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