Vila de Rei | Governo aposta em novas medidas de apoio à reflorestação (c/audio)

O Secretário de Estado Miguel Freitas. Foto: mediotejo.net

O Governo vai adotar em 2019 uma nova medida para apoiar a reflorestação de áreas ardidas nos incêndios do ano passado, afirmou o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, durante a sua presença na abertura da Feira de Enchidos, Queijo e Mel, em Vila de Rei. O governante indicou a criação de um projeto-piloto que apoia a plantação de espécies florestais de crescimento lento, promovendo uma nova organização dos produtores florestais e uma nova visão de ordenamento da floresta.

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Áudio: Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural sobre as iniciativas tomadas em prol da floresta e ordenamento

Segundo o governante, este ano o Governo avançou com medidas de reflorestação em áreas que não tinham possibilidade de regeneração natural e está agora a preparar novas ações para 2019, apoiando-se naquilo que foram as medidas debatidas no Conselho de Ministros da Pampilhosa da Serra, que decorreu a meados de julho, e a aprovação de dois instrumentos importantes para o futuro: o Programa Nacional de Coesão Territorial e o novo Programa Nacional de Ordenamento do Território.

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Miguel Freitas referiu que ainda, que deverá haver uma nova organização dos produtores florestais, pensando muito além da dimensão económica, mas também na dimensão  e que prevê a “criação de um sistema de pagamentos de serviços públicos prestados pela floresta à sociedade”, algo que deverá surgir no próximo ano como projeto-piloto, para “a partir de 2020, estender isso a nível de todo o país”.

“Uma floresta organizada e bem gerida, que tenha espécies de crescimento lento, isto é, que não tenham eucalipto (…) mas que tenham outras espécies que vão para além de tudo o que são apoios que hoje existem, ter também pagamentos por aquilo que prestam como serviço”, contribuindo para a existência de água potável, solos ricos, biodiversidade e pela captação de carbono, os chamados “serviços ecossistémicos”, incluídos numa medida que está a ser decidida ainda mas que será levada a cabo pelo Governo, segundo garantiu Miguel Freitas, “a partir do próximo ano”.

No que toca ao projeto do Cadastro Simplificado, do qual Vila de Rei ficou de fora “numa primeira vaga” e que tem vindo a reivindicar a oportunidade de inclusão nesse sistema, entende Miguel Freitas que o projeto “está a correr bem”, esperando-se que “até ao final do ano esteja praticamente concluído”.

“Estamos com cerca de 40%, vamos este mês reforçar tecnicamente a equipa que está a fazer o cadastro, para que se possa iniciar este processo a pensar no alargamento a outros municípios”, explicou, afirmando que é pretensão do Governo apresentar esta medida à Assembleia da República no sentido de se poder “estender este modelo a todo o país, nos próximos 2 a 3 anos”.

Este é, para o governante, “o maior esforço de sempre para termos a nível nacional a nossa floresta mais bem preparada para os incêndios florestais”, terminou.

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O Secretário de Estado disse à agência Lusa que as novas medidas de apoio à reflorestação das zonas ardidas em 2017 “vão abrir, exatamente, este verão”. “Estamos a abrir, exatamente nesta altura, uma medida para começarmos a atuar em áreas ardidas para o próximo ano, porque é exatamente nessa altura que nós podemos fazer esse trabalho”, disse Miguel Freitas.

“Estamos a preparar a próxima época. Essa sim, já é uma época em que podemos começar a fazer a reflorestação dessas áreas ardidas”, afirmou, explicando que as áreas ardidas são reflorestadas após, pelo menos, a passagem de duas campanhas, para “perceber o que é que vai acontecer nas áreas ardidas e só depois fazer a reflorestação”.

Este ano, para as áreas onde se sabia que não havia regeneração natural, o Governo abriu um anúncio, com apoios financeiros, para iniciar a reflorestação.

Miguel Freitas indicou à mesma agência de notícias que foi aberta uma medida de 2,5 milhões de euros para o Pinhal Interior “para fazer a reflorestação das áreas de proteção” e uma outra para atuação em sítios onde o pinheiro não tinha hipóteses de regenerar.

Sobre as ações de reflorestação voluntárias realizadas em algumas áreas públicas, o governante explicou que o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) tratou de encontrar talhões adequados e limpos.

“Fizemos muitas ações de voluntariado, particularmente no Pinhal de Leiria, mas [foi um trabalho] devidamente controlado. Não foi feito nada avulso. Foi conversado, projetado, foi planeado, e dentro desse planeamento nós conseguimos incorporar aquilo que eram as iniciativas da sociedade civil”, justificou.

c/LUSA

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