Vila de Rei | Farmacêutica Cann10 deverá conseguir licença do Infarmed este ano

O processo para instalação de unidade da multinacional Cann10, que pretende produzir fitofarmacêuticos à base de medical cannabis sativa” no concelho de Vila de Rei continua a decorrer, aguardando-se o parecer final do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

O processo está em curso, tendo adiantado Ricardo Aires, presidente da CM Vila de Rei, que reuniu recentemente com o presidente do Infarmed, estar expectante que a licença de produção possa ser atribuída “ainda este ano”. Por agora estão a ser correspondidas pela empresa multinacional israelita as exigências e pedidos de informação no âmbito do processo de regulamentação.

Recorde-se que este investimento foi anunciado em novembro de 2018 pela autarquia vilarregense, sendo que esta unidade servirá a “transformação e, quando a lei o permitir, a produção de fitofarmacêuticos feitos à base de medical cannabis sativa”.

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Da parte da autarquia está tudo pronto a receber este investimento de 10 milhões de euros, tendo sido efetivada a proposta de aquisição do lote nº1 na Zona Industrial do Souto, com 4,5 hectares pelo valor de 0,01 euros, e o arrendamento com opção de compra do antigo lote da Frutinatura (pavilhão do lote nº 1 desativado desde que a empresa faliu, há cerca de 10 anos) por 374 mil euros da Zona Industrial do Carrascal, questões que foram aprovadas por unanimidade pelo executivo camarário na reunião pública de 16 de novembro de 2018.

A renda mensal será de 2000 euros, pelo prazo de 4 anos, sendo o valor das rendas pagas incluído no valor final a pagar.

A empresa estima chegar aos 100 postos de trabalho num prazo de 3 a 4 anos, esperando necessitar de mão de obra qualificada, a maioria “com título académico superior dadas as exigências técnicas”.

Os promotores já haviam reconhecido que “embora tenha sido pensada para exportação, na sua totalidade, as recentes alterações legislativas e a sua previsível evolução, colocam em cima da mesa o próprio mercado nacional e não apenas a produção do extrato”.

Intenção que saiu reforçada com a aprovação pelo Governo, no final de 2018, do decreto-lei que “estabelece o quadro legal para a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais, nomeadamente a sua prescrição e a sua dispensa em farmácia”.

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Joana Rita Santos
Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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