Vila de Rei | Dois anos depois, Loja dos CTT regressa esta segunda-feira à sede do concelho

O município de Vila de Rei congratulou-se pelo anúncio da reabertura da Loja dos CTT na sede do concelho, serviço público que regressa esta segunda-feira à gestão da empresa, dois anos depois do fecho da Loja e da passagem para um posto de correios sob gestão da junta de freguesia.

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“É com muito agrado que vemos finalmente os CTT voltarem a assumir a responsabilidade pelos correios em Vila de Rei, reabrindo e assumindo a gestão da Loja CTT”, disse o vice-presidente do município, Paulo César Luís (PSD), tendo feito notar que “durante os dois últimos anos a junta de freguesia fez o trabalho possível, tendo assumido na ocasião a gestão de um Posto de Correios, com menos serviços e recursos humanos do que a Loja dos CTT”, que reabrirá esta segunda-feira, dia 09 de novembro, pelas 9:00.

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A autarquia, frisou, “nunca aceitou de bom grado a perda de serviços públicos e de proximidade à população, tendo mesmo admitido em 2018 a possibilidade de interposição de uma providência cautelar” à decisão da empresa, tendo Paulo César feito notar que o fecho da Loja CTT em 2018 correspondeu a uma “desresponsabilização dos CTT pela qualidade de serviços públicos prestados”, a que juntou “as falhas sistemáticas dos prazos de entrega do serviço postal”.

Em comunicado, a empresa CTT deu conta que “vai reabrir a Loja CTT de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, no próximo dia 9 de novembro, segunda-feira”, e que a mesma irá “reabrir no mesmo local onde funcionava anteriormente, na Rua Abílio Santos, nº19, em Vila de Rei, e estará aberta nos dias úteis das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30”.

Na mesma nota informativa, pode ler-se que esta “é a 21ª Loja em sede de concelho a ser reaberta, no âmbito do compromisso público dos CTT de reabrir Lojas únicas em sede de concelho, tendo em vista o reforço da elevada proximidade às populações e da capilaridade da rede, não procedendo, como já foi tornado público, a novos encerramentos”.

Os CTT informam ainda que “não existe um cronograma definido para a reabertura de lojas CTT, dado que é necessária uma análise detalhada a todas as variáveis envolvidas para que se efetue a reabertura”, apontando, “desde logo, o espaço, os recursos humanos envolvidos, a relação existente com os parceiros e autarquias, e as oportunidades em cada uma das localidades” em apreço.

“Até ao momento da reabertura da Loja dos CTT”, pode ainda ler-se na nota informativa, “as populações têm em cada local um posto de correio que presta todos os serviços do serviço público universal e ainda o pagamento de vales de pensões e faturas”.

O município de Vila de Rei havia criticado em outubro de 2018 a decisão dos CTT – Correios de Portugal de encerrar a sua única estação naquele concelho, ficando a funcionar apenas com um posto CTT.

Em comunicado, a autarquia presidida pelo social democrata Ricardo Aires referia que um posto CTT implica “menos serviços disponibilizados ao público em relação à estação atualmente existente”, além de sublinhar a “quebra da relação de confiança construída ao longo dos anos entre a população e a estação CTT local e dos gastos correntes dos CTT em Vila de Rei se prenderem apenas com as despesas básicas”.

Na mesma informação, o presidente daquele município que assinala o centro geodésico de Portugal defendeu que “o encerramento da estação para a abertura de um posto não assegura a quantidade e a qualidade dos serviços prestados, prejudicando fortemente a população mais idosa que ali se desloca com regularidade para aceder aos mais diversos serviços”, exemplificando com o pagamento de faturas, rebate de vales, serviços financeiros, entre outros.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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