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Domingo, Setembro 26, 2021

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Vila de Rei | Depois do apoio a pessoas com deficiência, Fundação Garcia estende mão a vítimas de violência doméstica

A Fundação João e Fernanda Garcia, em Vila de Rei, inaugurou num momento solene restrito e com bênção por parte do pároco da vila a obra de ampliação do edifício do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), onde funciona acoplado o lar residencial, após obras iniciadas em 2017. A cerimónia, onde foi lembrado Jorge Sampaio, também defensor de causas sociais, contou com a presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que disse que Vila de Rei é “uma referência e exemplo para o país” a respeito da resposta à integração e cuidados prestados à pessoas com deficiência.

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Na sessão esteve ainda a fundadora da IPSS, Fernanda Garcia, e Irene Barata, presidente da direção da fundação, juntamente com o diretor do Centro Distrital de Castelo Branco do Instituto de Segurança Social, Nuno Maia, com os autarcas vilarregenses Ricardo Aires e Sérgio Francisco, presidente da Câmara e da Junta de freguesia de Vila de Rei, respetivamente, e membros dos órgãos sociais da IPSS.

A sessão começou com as boas-vindas por parte dos utentes que presentearam com palmas e um ramo de flores a governante, mostrando boa disposição e alegria em acolhê-la naquela que tem sido a sua casa. Num salão, juntamente com alguns utentes e funcionários da instituição, procedeu-se à cerimónia que iniciou com bênção pelo Padre João Pires Coelho, pároco de Vila de Rei.

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Depois de um pequeno discurso de abertura e de contexto por Irene Barata, presidente da direção da instituição, seguiu-se um discurso emotivo e de largos agradecimentos da instituidora Fernanda Garcia a todos os que fazem acontecer e que permitem que a Fundação Garcia seja uma realidade.

Lembrando que a instituição foi criada pela família Garcia para estar “ao serviço dos mais necessitados”, Irene Barata saudou Fernanda Garcia, referindo que nunca Vila de Rei teve alguém tão generoso, disponível para com gestos solidários contribuir para o bem estar da comunidade.

Fernanda Garcia, 84 anos, a fundadora desta instituição, prestou agradecimentos a todos os dirigentes, parceiros e colaboradores que cumprem com a missão da fundação de apoio aos utentes e pessoas necessitadas. Foto: mediotejo.net

Já da parte da Ministra da Coesão Territorial, o discurso foi de reconhecimento pela missão e serviço prestado aos mais necessitados, destacando que a fundação assume “uma missão muito importante no território”.

A governante destacou o apoio das IPSS no desenvolvimento do papel do estado social e a ajuda que dão ao Estado, situação que se verificou especialmente durante a pandemia.

“Pelo serviço público que muitas vezes não chega, ou não chega com a abrangência necessária. Fica aqui um grande agradecimento a instituições como a vossa porque cumprem o papel que é do Estado”, disse Ana Abrunhosa, frisando a “enorme dignidade e conhecimento” com que as IPSS desempenham funções, estando “próximas das pessoas, dos problemas, do território, e conhecem como ninguém as suas necessidades e urgências”.

“Fornecem as respostas adequadas, com a vantagem de estarem próximas e mais envolvidas, e cuidando destas pessoas como se da sua família se tratasse. É isso que são a instituições como a Fundação Garcia, acabam por ser a família alargada. Queria sublinhar, para além do seu papel social, de cuidador e promotor da integração, a fundação também tem um papel educacional ao promover desporto, em piscina e ginástica, e ao facilitar atividades lúdicas e culturais, como por exemplo o teatro inclusivo”, referiu.

Foto: mediotejo.net

A inauguração da remodelação desta valência tratou-se de uma cerimónia simbólica, tendo a ministra lembrado o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, falecido na sexta-feira, dia 10 de setembro, e considerando que “a dignidade deste dia permitiu que a celebração se realizasse”.

“Apesar de ser um dia triste para o nosso país, porque estamos a falar de um grande humanista, de um grande político, de um homem com valores universais dos quais completamente alinhado com os valores desta fundação, e por isso creio que lhes estamos simultaneamente a prestar homenagem, mantendo esta simbólica inauguração. É a nossa maneira de honramos o homem, o político, de honrarmos o homem que se preocupava tanto com a causa dos refugiados, a quem deu voz”, sublinhou Ana Abrunhosa.

A ministra agradeceu à família benemérita e assumiu o compromisso, em nome do Governo, de continuar a acompanhar o trabalho da instituição bem como as atividades por esta dinamizadas no apoio aos mais necessitados e em resposta a diversos problemas sociais, sabendo dos investimentos que a Fundação pretende continuar a fazer em prol da comunidade.

Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial:

A ampliação deste edifício, obra agora inaugurada, era onde antes funcionava apenas o CAO, pertença da Câmara Municipal de Vila de Rei, espaço que depois foi cedido à Fundação Garcia para ser remodelado e funcionar com lar residencial acoplado, obras que avançaram em 2017.

A remodelação do edifício do CAO, no valor de cerca de 700 mil euros, foi feita com recurso a dois empréstimos bancários uma vez que a instituição não conseguiu apoio comunitário, contando com apoio da autarquia na parte da escritura. O lar que até então estava a funcionar no espaço sede da fundação, está agora integrado neste edifício.

A Fundação Garcia, por outro lado, avança agora para outra etapa, com a preparação da entrada em funcionamento da Casa Abrigo que servirá o auxílio a vítimas de violência doméstica no distrito de Castelo Branco, sendo que na altura em que se propôs a desenvolver esta iniciativa, não havia resposta a este problema no distrito. Este edifício foi erguido com investimento da benfeitora Fernanda Garcia, num total de 900 mil euros.

Foto: mediotejo.net

Esta valência, que a fundação pretende que entre em funcionamento ainda este ano, vai ocupar instalações que careceram de obras de adaptação num investimento de cerca de 40 mil euros em que 20 mil foram comparticipados pela autarquia, podendo albergar cerca de 20 pessoas.

Irene Barata destacou ainda o programa já concluído, em colaboração com o Alto Comissariado para as migrações, onde acolheu a Fundação Garcia 25 refugiados, estando todos integrados na comunidade à exceção de uma família que, por questões de religião, não tem ainda emprego.

O trabalho da Fundação Garcia não se esgota, e de ano para ano, havendo fundos disponíveis e pessoas a necessitarem de apoio ou resposta social, esta instituição continuará a dizer presente, atuando com generosidade e solidariedade.

Fotogaleria:

 

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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