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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Vila de Rei critica corte de fundos e investimentos mínimos

A Câmara Municipal de Vila de Rei teve de deixar cair vários projetos de regeneração urbana devido ao grande corte de verbas nos apoios financeiros dos fundos comunitários do Portugal 2020. Dos dois milhões de euros em projetos que foram apresentados à CCDR-Centro, entidade que gere os fundos comunitários, só 451 mil euros foram aprovados.

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“Foi uma machadada que este Governo deu ao interior de Portugal”, refere Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, a propósito dos cortes nos apoios financeiros do Portugal 2020 no âmbito do PARU – Plano de Ação de Reabilitação Urbana.

“Para mim, não foi negociar, foi imposto. Fui a Coimbra, à CCDR e já sabia o que ia acontecer: são 451 mil euros e quase não me deram hipótese de fazer outras coisas”, lamenta o autarca de Vila de Rei que tinha apresentado 2 milhões de euros em projetos de regeneração urbana para o concelho.

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Ricardo Aires disse o que vai fazer com o valor de 451 mil euros que foi atribuído ao município de Vila de Rei, um valor bastante aquém do que era expectável pelos responsáveis pela autarquia: “vamos fazer dois projetos que tivemos que redefinir porque eram mais arrojados: um vai ser na zona onde se realizam as feiras, com a demolição da antiga C+S e fazer ali um pulmão verde de Vila de Rei, um recinto para as pessoas estarem com mais comodidade porque, neste momento, não temos um jardim como deve de ser em Vila de Rei”, explica Ricardo Aires acrescentando que “estavam previstos mais equipamentos para este projeto mas, sendo que o dinheiro não é tanto, o mesmo teve de ser redefinido”.

Edifícios da antiga C+S de Vila de Rei vão ser demolidos e espaço vai dar lugar a nova zona de lazer do concelho Foto: CMVila de Rei
Edifícios da antiga C+S de Vila de Rei vão ser demolidos e espaço vai dar lugar a nova zona de lazer do concelho Foto: CMVila de Rei

O outro projeto a realizar no âmbito da regeneração urbana será concretizado na zona da escola e da piscina, em Vila de Rei. “Vamos criar ali um espaço de convívio para os alunos da escola e para toda a comunidade, vamos fazer um espaço a pensar nos nossos jovens onde eles poderão também fazer aulas fora da escola, dependendo dos professores, vamos ter um anfiteatro com um pequeno quiosque e uma zona de lazer com circuito de manutenção e equipamentos para jovens”, explicou ao mediotejo.net o autarca de Vila de Rei.

Concelhos com menos população recebem menos

“Tínhamos um valor de 2 milhões de euros de projetos, sabíamos que não seriam todos aprovados mas sempre acreditámos que conseguiríamos 1 milhão de euros que era o que estava previsto porque estes fundos começaram a ser falados em 2014/2015 e aquilo que tínhamos é que os PARU´s deveriam rondar cerca de 1 milhão de euros para cada município. Este Governo fez outras ponderações, para a zona Centro fez 20-80, ou seja, 20% igual para todos os município e 80% de acordo com o número da população e o que se veio a verificar é que os concelhos que têm menos população têm menos verba atribuída”, lamenta Ricardo Aires.

“Acho estranho porque fala-se dos territórios de baixa densidade que vão ter majorações, mas o que vamos ter aqui no PARU é uma majoração menor, foi uma machadada que este Governo deu ao interior de Portugal”, realça o presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei no dia após às comemorações do feriado municipal que contou com a presença do Ministro-Adjunto Eduardo Cabrita que afirmou que “o interior é prioridade do Governo”.

Com este corte de verbas, o município de Vila de Rei deixa cair o projeto de recuperação do edifício dos antigos CTT  que iria ser transformado numa residência para estudantes; bem como o projeto de recuperação da Calçada da Fonte, que liga a zona velha da Vila à zona nova das piscinas e escola; e a criação de uma loja de produtos endógenos com posto de informação junto à zona dos táxis, no coração da Vila, projetos que agora vão ter de aguardar por novas oportunidades de investimento.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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