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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Vila de Rei | Chamas destruíram 40% do concelho em apenas 6 horas (C/VIDEOS/FOTOS)

Cerca de 40% do território de Vila de Rei foi consumido pelas chamas em apenas seis horas, contabilizou ao início desta tarde Ricardo Aires, o presidente da autarquia, relativamente a um incêndio que principiou às 20:30 de domingo.

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“Em apenas seis horas, entre 35 a 40% do nosso território foi consumido pelas chamas” afirmou Ricardo Aires, incêndio que ali deflagrou ao início da noite de domingo, na sequência de uma projeção de fogo proveniente do vizinho concelho de Ferreira do Zêzere, e que ao início da tarde, cerca das 14:00, mantinha uma frente ativa, mas “em vias” de resolução.

“A situação acalmou mas mantém-se uma frente ativa perto da sede do concelho”, adiantou o autarca ao início da tarde, tendo lembrado que “a projeção que deu início a este incêndio decorreu com a grande maioria dos meios posicionados em Ferreira do Zêzere”, no combate ao incêndio que ali lavrava também com muita intensidade, “sendo que em Vila de Rei o apoio foi o possível, com muita ajuda da Proteção Civil, dos bombeiros, populares e dos diversos serviços da autarquia”, entre outros.

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Com cerca de 190 quilómetros quadrados e uma extensa mancha florestal, o cenário vivido em Vila de Rei, “durante a tarde de ontem e a madrugada de hoje foi muito complicado”, disse o autarca, com “mais de uma centena de pessoas deslocalizadas das suas habitações, aldeias evacuadas, barracões, palheiros, casas de segunda habitação e também uma de primeira habitação, que ardeu em Aveleira”, contabilizou, tendo destacado que “não houve feridos” e o “importante apoio” dos meios espanhóis no terreno.

“O exército espanhol presente em Vila de Rei salvou o ponto de captação de água que abastece o concelho. Estou grato porque, se não fossem eles, Vila de Rei estava hoje sem água”, sublinhou.

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O incêndio de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, obrigou à deslocação de mais de 100 habitantes cujas casas estavam ameaçadas pelo fogo, informou hoje a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Alguns dos moradores da aldeia de Cercadas relataram os momentos vividos (video)

A adjunta nacional de operações da ANPC, Patrícia Gaspar, no ‘briefing’ diário na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, disse que, “em termos de evacuações, houve várias que foram feitas durante a tarde e a noite de ontem [domingo]. Estamos a falar sobretudo daquilo que foi a realidade do incêndio de Vila de Rei. A informação preliminar que temos é de 112 deslocados”, disse Patrícia Gaspar aos jornalistas.

A responsável acrescentou que estes números podem vir a sofrer alterações ao longo do dia de hoje.

“Foi um incêndio que deflagrou em Vila de Rei com uma velocidade de propagação acima do normal. Toda esta movimentação foi feita de forma muito rápida e estes dados irão ser apurados agora pelos serviços da autarquia. É natural que ainda haja aqui alguma alteração destes números”, referiu.

Algumas pessoas já terão regressado a casa, segundo Patrícia Gaspar, mas “a globalidade ainda não”, até pela necessidade de garantir condições de segurança para esse regresso.

Ainda no domingo, às 19:30, foi ativado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Vila de Rei.

As ocorrências mais significativas do ponto de vista do combate são os incêndios que lavram em Abrantes e Ferreira do Zêzere, ambos no distrito de Santarém, e em Vila de Rei, Castelo Branco.

Às 14:00, a combater este incêndio no terreno estavam 493 operacionais apoiados por 145 viaturas e 9 meios aéreos.

c/ Elsa Gonçalves e LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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