Vila de Rei | Câmara atribui cerca de 170 mil euros de apoios a associações e IPSS do concelho

Foto: mediotejo.net

O executivo camarário da CM Vila de Rei aprovou por unanimidade, na generalidade, a atribuição de cerca de 170 mil euros a 25 associações/IPSS do concelho. Mantendo-se a estratégia do ano anterior, e mediante o mesmo regulamento e critérios de avaliação, Ricardo Aires (PSD), presidente da autarquia, não fala em “esforço” mas sim reconhecimento pela atividade desenvolvida por estas forças vivas em prol da sociedade vilarregense.

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Em declarações à comunicação social, o autarca Ricardo Aires justificou a sua postura em relação a esta atribuição de apoios a coletividades e IPSS. “Não falo em esforço porque aquilo que eles fazem no meio da sociedade vilarregense, acho que até merecem muito mais”, disse, notando ainda que “simplesmente, também temos restrições orçamentais, e não podemos dar mais do que aquilo que estamos neste momento a dar”.

“Há um regulamento que delimita os montantes, e conforme o plano de atividades das associações, é aquele montante que a CM atribui. Tomara eu dar mais, mas neste momento não é possível”, assumiu o presidente de Câmara.

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Esta atribuição é delineada/avaliada com base num regulamento da autarquia, com base em critérios objetivos e mediante o plano de atividades de cada associação/instituição. “Penso que o regulamento está bem feito, justo, e por isso depende do plano de atividades de cada uma das associações”, afirmou.

Questionado sobre se, eventualmente, a autarquia ficasse impossibilitada de continuar a dar estes apoios, isso comprometeria a subsistência das associações, o autarca referiu que “a existência penso que não, mas em termos de colocar em prática certas iniciativas em prol da sociedade vilarregense, se calhar algumas atividades ficariam aquém do que atualmente fazem”.

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“Tentamos falar com todas as associações que nos enviam o plano de atividades, e eles também percebem que o município de Vila de Rei também tem contas a pagar e que, com o regulamento que neste momento temos (…) que é justo e igual para A, B, C e D, tendo em conta atividades, manutenção e se tem ou não obra sob a sua alçada, se tem formação ou não, se tem competição”, explicou, contextualizando.

O autarca sublinhou, uma vez mais, que “os montantes é a Câmara que define, mas são os que neste momento podemos dar, e o procedimento foi igual no ano passado”.

O vereador do PS, Luís Santos, questionou sobre o porquê de o Lar da Fundada e a Santa Casa da Misericórdia não serem contemplados com subsídios neste âmbito, tendo o autarca referido que não foram apresentados planos de atividades pelas duas instituições.

O regulamento, segundo o que o mediotejo.net conseguiu apurar na informação disponibilizada pela autarquia, define os valores de atribuição de apoios e subsídios às diversas associações e entidades, tem em conta critérios que fazem variar os respetivos valores a atribuir quanto a despesas de manutenção, atividades para/de formação, despesas com a realização de eventos anuais, despesas com os diferentes escalões das diversas modalidades e atividades, apoio financeiro para obras de beneficiação, apoio na organização de eventos municipais, e apoio para a participação em eventos municipais.

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