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Domingo, Outubro 24, 2021

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“Vício por livros”, por Vasco Damas

No meio de tanta vergonha e dentro de um mundo em total desagregação ainda temos a possibilidade de construir as nossas ilhas para onde podemos escapar e, por momentos, esquecermos todos os males do universo.

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Uma das minhas ilhas é a leitura. Gosto muito de ler. Talvez deva ser mais rigoroso e dizer que tenho um vício por livros. Agora que penso nisto, concluo que este é provavelmente o único vício saudável que tenho. Para perceberem a dimensão do meu vício, preciso de várias vidas para ler os livros que tenho em casa e mesmo assim, sempre que a oportunidade o permite, não consigo evitar entrar em livrarias para comprar novos livros.

Na minha mesa-de-cabeceira está sempre o livro que ando a ler. Normalmente encontra-se “arrumado” no topo de uma pilha com mais 4 ou 5 livros que estão pacientemente à espera para terem a sua oportunidade de serem lidos. Não raras vezes muitos desses livros saem daquela pilha sem terem tido a sua oportunidade de serem lidos sendo substituídos por outros que entretanto lhes passaram à frente na minha lista de prioridades e que foram adquiridos numa das visitas a livrarias que referi anteriormente.

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Penso que já deu para perceber que a minha lista é dinâmica e não consegue ser acompanhada pela velocidade da minha leitura.

Guardo para mim que um dia sem ler é um dia perdido. Consciencializando-me disto, percebo que tenho tido muitos dias perdidos nas últimas semanas. Novos estímulos, novas rotinas e novas obrigações têm-me afastado deste vício.

Vício que como qualquer vício não deixa de ser um prazer sensorial. O toque, o cheiro, o folhear, o mergulho num mundo desconhecido mastigando lentamente cada palavra, cada frase, cada capítulo.

Como em tudo, esta consciência aproxima-me da solução e com a atitude certa poderei recuperar algum do tempo perdido. Além do mais, a temperatura que se deseja e prevê mais fresca, vai permitir manter as luzes acesas durante mais tempo sem correr o risco de sobreaquecer as divisões da casa já demasiado quentes nos dias que correm.

Nos próximos dias a prioridade é encerrar a história contada por J. M. Ledgard. Depois é avançar para outro que já está empilhado à minha espera e que poderá passar pela estreia com José Eduardo Agualusa, pelo regresso ao incontornável Haruki Murakami, pela descoberta de Chloé Esposito, pela curiosidade nas cartas de Nelson Mandela ou para outro qualquer que esteja no sítio certo à hora certa e entre diretamente para o primeiro lugar das minhas prioridades.

Tenho noção que esta crónica de opinião não é uma crónica e tem pouco de opinião. Encerra-se mais no capítulo da exposição e da partilha de gostos e sentimentos. Mas de vez em quando preciso avançar para este registo que funciona de forma profilática como outra das minhas ilhas onde às vezes me refugio para me afastar por momentos dos tais males do universo.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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