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Sábado, Maio 8, 2021

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“Vale tudo”, por Vasco Damas

“Podes, e deves, ter ideias políticas, mas, por favor, as «tuas» ideias políticas, não as ideias do teu partido; o «teu» comportamento, não o comportamento dos teus líderes; os interesses de «toda» a Humanidade, não os interesses de uma «parte» dela. E lembra-te de que «parte» é a etimologia de «partido».” Agostinho da Silva

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A cada dia que passa, vou sentindo que há uma liberdade que não tem preço. Aquela liberdade que não está refém de ideologias, nem de cores, nem de atitudes ou de comportamentos que nos envergonham, mas que por “disciplina” ou solidariedade se defendem com argumentos vazios, limitando-se a aumentar a vergonha que tenta esconder a vergonha que tem de se sentir.

A verdade é que a verdade não tem ideologia nem tem cor mesmo que a irracionalidade nos cegue e nos faça ver o contrário. A honestidade intelectual tem de nos dizer que um crime continua a ser um crime mesmo que a lei nos diga que ele já prescreveu ou que as provas existentes não podem ser utilizadas. E a clarividência sabe que viver acima das suas possibilidades é gastar ou ter no banco aquilo que, de acordo com os rendimentos conhecidos e declarados, seria impossível juntar mesmo que se vivessem 10 vidas.

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Quando alguém com a responsabilidade de uma Procuradora Geral da República diz que compreende “alguma perplexidade já manifestada por alguns setores da nossa sociedade” e que “a situação é suscetível de causar algum desconforto”, sem ter a coragem de dizer o que podia ter dito, na prática fica praticamente tudo dito, porque há silêncios que falam e meias-palavras que revelam.

A promiscuidade e as relações perigosas entre os poderes nacionais são assustadoras para quem ambiciona um futuro com futuro. Mas aquilo que mais assusta é a condenação prematura e perpetua a um “status quo” injusto e desequilibrado porque, contrariando o argumento mais batido dos últimos dias, não é preciso ser jurista para saber que uma sociedade evoluída cria leis que promovam equilíbrios ou que minimizem desequilíbrios.

Quando percebemos que aqueles que o podem fazer não têm interesse em fazê-lo e que, ainda por cima, são defendidos cega e irracionalmente com princípios típicos de claques organizadas por aqueles que têm a faculdade de os substituir, ganhamos consciência que estamos na presença de um nó górdio.

Quando vale tudo para justificar o injustificável, há perigos que estão à espreita para cavalgar as fragilidades da democracia. O passado está repleto de lições para quem tiver a humildade de querer aprender. O meu receio é que os guardiões da democracia já saibam tudo. E aqueles que já sabem tudo… *

*(deixo o final sem conclusão, ficando o convite para terminarem esta crónica como bem entenderem).

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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