Utentes pedem recondução da administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo

Centro Hospitalar de Leiria também restringe visitas para prevenir contágio de Covid-19, a exemplo do CHMT e hospital de Santarém. Imagem ilustrativa. Foto: DR

Os utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) apelaram hoje ao ministro da Saúde para que o Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) seja reconduzido em funções, elogiando o trabalho desenvolvido.

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Em carta a que a agência Lusa teve hoje acesso, a CUSMT refere que, no atual mandato, que termina este ano, o CA do CHMT, no distrito de Santarém, “em pequenos passos, e persistentemente, foi concretizando medidas de melhoria dos serviços numa lógica de equilíbrio regional na distribuição de valências”.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da CUSMT, Manuel Soares, disse que o pedido de recondução do CA deve-se ao facto de, “apesar de ser um movimento reivindicativo, a CUSMT querer fazer parte da solução e não do problema”, lembrando que “o à vontade com que se apela à recondução da atual administração é o mesmo que já levou a pedir a outros que saíssem” de funções.

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“Quando temos um interlocutor que nos ouve, que regista as nossas sugestões e age em conformidade, esta é a posição que entendemos defender por ser a mais honesta, lógica e acertada, a bem dos utentes e do futuro dos cuidados de saúde”, na região, vincou.

Manuel Soares lembrou, ainda, as “diferenças de opinião sobre a análise da realidade nos seus diferentes vetores” e que “não têm sido as mesmas as soluções (e o calendário de execução) apresentadas para o reforço da prestação de cuidados e a melhoria dos serviços”, tendo, no entanto, afirmado que “o futuro próximo revela-se desafiante e, ao mesmo tempo, motivador no CHMT”, que engloba as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

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O dirigente destacou “três questões que devem merecer de todos a melhor atenção”, tendo elencado a “melhoria dos serviços de urgência, mais recursos humanos, e a articulação entre cuidados hospitalares, primários e continuados”, problemas que a Comissão de Utentes “entende que o atual Conselho de Administração está em condições de resolver”.

“Com diálogo, pragmatismo, bom senso e responsabilidade (especialmente da administração, trabalhadores e utentes), as soluções encontradas para os problemas existentes (e são muitos) têm contribuído para a valorização das unidades hospitalares do CHMT e de mais e melhores cuidados de saúde”, acrescentou Soares.

A posição pública da CUSMT “decorre de declarações públicas proferidas pelo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo de que abandonaria as suas funções em dezembro de 2016”, tendo a Comissão de Utentes decidido expressar ao ministro da Saúde a sua opinião e vontade de que Carlos Andrade, presidente do CA, e restante equipa, deveriam ser reconduzidos para novo mandato.

Contactado pela Lusa, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo disse que “regista com muito agrado o reconhecimento público do trabalho que tem vindo a ser feito pelos profissionais do CHMT em prol da instituição e dos seus utentes”.

 

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