Utentes pedem “mais médicos e melhor saúde” no distrito de Santarém

Utentes da Saúde do Médio Tejo promovem na terça-feira uma conferência de imprensa junto ao Hospital de Abrantes. Foto: mediotejo.net

As Comissões de Utentes da Saúde do Médio Tejo e dos Serviços Públicos de Santarém reivindicaram hoje, à porta de quatro unidades hospitalares, “mais médicos, mais enfermeiros e melhor saúde” no distrito.

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Segundo a organização, cerca de uma centena de pessoas esteve concentrada em frente às quatro unidades do distrito – Abrantes, Tomar, Torres Novas e Santarém -, onde foi lido um manifesto conjunto pedindo “a melhoria do serviço de urgência, a articulação entre serviços de saúde, a valorização da Maternidade de Abrantes e especialidades dos hospitais do Médio Tejo e Santarém e a humanização e proximidade dos cuidados de saúde”.

“Nós pretendemos serviços públicos de qualidade e de proximidade com os utentes, em todos os serviços públicos, para um melhor atendimento e satisfação das pessoas”, disse à agência Lusa, em Abrantes, Luís Alves, da organização.

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Para os utentes, “o desinvestimento ao nível dos centros de saúde, com dezenas de milhares de utentes sem médico de família e sem cuidados de proximidade, tem levado as populações a recorrer aos cuidados hospitalares cada vez em estado mais crítico”.

As comissões não compreendem porque não há unidades móveis de saúde em Abrantes quando há pessoas que, não tendo médicos de família, têm de se deslocar mais de 30 quilómetros para procurar um médico no hospital, “entupindo as Urgências”.

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Luís Alves disse que “os problemas são similares” nos quatro hospitais e afirmou que os movimentos de utentes são “apartidários” e agem “em defesa do Serviço Nacional de Saúde, por uma melhor eficácia, organização e por mais profissionais”.

No manifesto distribuído aos utentes, podia ler-se que, “apesar de tímidos avanços nos últimos meses, também fruto do empenho e luta das populações, os últimos anos foram trágicos”.

“Foram anos de encerramento de unidades e serviços de saúde, de redução de horários, de dispensa e desvalorização dos profissionais, de deterioração de instalações e equipamentos, de escassez de materiais indispensáveis, do aumento de listas de espera para cirurgias e consulta, de subfinanciamento e desarticulação dos cuidados de saúde”, apontava o documento.

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