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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Utentes dos Serviços Públicos criticam fecho de Santander em Rossio ao Sul do Tejo

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Médio Tejo (CUSMT) criticou o anunciado encerramento do balcão do Santander Totta em Rossio ao Sul do Tejo, uma decisão que visa “aumentar lucros” e que resulta num “prejuízo para as populações”, afirmam.

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Em comunicado, a CUSMT lembra que, “depois do BPI (em 2015), da CGD (em 2016) e dos CTT (em 2017), o Santander anuncia que vai encerrar a sua agência no Rossio ao Sul do Tejo, em finais de junho próximo”, afirmando que “fica provado que pôr privados (ou públicos a gerir como privados) a prestar serviços públicos, na sua ânsia de aumentar lucros, só resulta em prejuízos para as populações”.

Segundo a CUSMT, “Luís Alves, Presidente da Junta Freguesia e elemento da Comissão de Utentes, não esconde a revolta e afirma mesmo que “as populações do interior têm que pensar muito bem no que querem fazer… e dar um murro na mesa”.

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O presidente da freguesia de Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes) considerou “lamentável” o encerramento, em junho, do balcão do Santander, fecho confirmado à Lusa pelo banco, acusando a administração de “virar as costas” à população.

Em declarações à Lusa, Luís Alves (PS) disse que o encerramento do balcão “está agendado para o mês de junho”, uma decisão “lamentável” e que foi “comunicada pelo responsável pela delegação bancária como sendo irreversível”.

O autarca lembrou que, em Rossio ao Sul do Tejo, “nos últimos cinco anos, fechou uma série de serviços públicos de proximidade”, caso dos correios e de duas agências bancárias, a que se juntará em junho o fecho do Santander Totta, o último balcão em funcionamento nesta freguesia do concelho de Abrantes, no distrito de Santarém.

“É uma uma situação lamentável, sendo esta uma sucursal que está aqui a trabalhar há cerca de 60 anos e é das mais antigas do distrito de Santarém, numa decisão que é justificada por questões económicas”, criticou o autarca, tendo feito notar que, “hoje em dia, a economia valoriza mais a criação de riqueza do que o bem-estar das pessoas”.

Luís Alves entende que o encerramento do balcão “deixa as populações mais desprotegidas”, sublinhando que “apesar da entidade bancária ser um serviço privado é um serviço público de proximidade que se perde”, num setor que “também é pago pelos contribuintes”.

O presidente da União de Freguesias de Rossio ao Sul do Tejo e São Miguel do Rio Torto disse ainda que o banco Santander manifestou-se “disponível para pagar as despesas de instalação do ATM [multibanco] no edifício da Junta” de Freguesia.

“Foi uma conversa e neste momento é isso que temos em cima da mesa”, acrescentou.

Contactado pela agência Lusa, fonte oficial do banco Santander confirmou o encerramento do balcão em Rossio ao Sul do Tejo no dia 25 de junho, tendo justificado a opção estratégica com “aquilo que os clientes pedem” e referido o reforço de meios humanos em Abrantes, o balcão mais próximo e que dista cerca de quatro quilómetros da localidade de Rossio ao Sul do Tejo.

“O balcão do Rossio está a 3,7 quilómetros do balcão de Abrantes, onde temos uma equipa maior e que terá mais capacidade para atender os clientes” do espaço que vai encerrar.

A mesma fonte indicou que se está a trabalhar no sentido de “encontrar uma solução de manter a ATM em funcionamento para que a população do Rossio ao Sul do Tejo não tenha que se deslocar para as operações básicas bancárias” que podem ser feitas por essa via.

Na resposta, enviada à Lusa, o Santander refere que “nos últimos cinco anos (…) incorporou as redes dos bancos Banif e Popular e desde essa data que o banco tem vindo a rever a dispersão geográfica e a sua presença física em função não só das redundâncias daí resultantes, mas também do nível de digitalização dos clientes, quer da observação do número, em diminuição, de visitas dos clientes aos balcões”, afirmou.

Dando conta que “o número de transações em balcão caiu cerca de 30% de 2019 para 2020”, a mesma fonte disse que o banco tem atualmente 380 balcões e que continuará a “monitorizar” o seu grau de utilização de forma a “dar a resposta que os clientes pedem” em termos de utilização.

“À medida que otimizamos a rede física também estamos a investir cada vez mais em tecnologia e em processos cada vez mais automáticos de contratação remota. É um movimento inevitável que os nossos clientes pedem e que a pandemia veio acelerar”, concluiu.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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