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Sábado, Setembro 25, 2021

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Utentes do Médio Tejo pedem proximidade e qualidade nos cuidados de saúde primários

Os utentes da saúde vão continuar a promover e apoiar todas as iniciativas populares que visem melhorar a intervenção aos utentes nos cuidados primários, nomeadamente nos centros de saúde do Médio Tejo, foi hoje anunciado.

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Em comunicado, o Grupo de Trabalho (GT) das estruturas dos utentes (CUSMT) para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, que agrega 230 mil habitantes de 11 municípios do distrito de Santarém, reclama por “serviços a funcionar com proximidade e qualidade nos centros de saúde”, tendo relatado ter “constatado que os cuidados de saúde de proximidade estão em causa com o contínuo encerramento de Extensões de Saúde”.

Nesse sentido, o GT da CUSMT deliberou na segunda-feira, após reunião que ocorreu na Junta de Freguesia de Rossio Sul Tejo, em Abrantes, “continuar a promover e apoiar todas as iniciativas populares que tenham como objetivo a defesa de cuidados de saúde de proximidade e qualidade”, tendo aquela estrutura de utentes elencado os problemas identificados no setor.

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“A concentração de serviços em algumas unidades, para além do aumento de encargos para os utentes, leva ao ressurgimento de filas de espera, à procura de alternativas no setor privado e social, e ao recurso das sobrecarregadas urgências hospitalares”, relatam no documento, tendo apontado ainda para “insuficiências nos sistemas informáticos, falta de consumíveis (clínicos e outros), deterioração de algumas instalações e meios de transporte, e número insuficiente de profissionais para as necessidades das populações”.

A Comissão de Utentes refere ainda ter “informações a pedir e propostas a apresentar” em reunião que “vai solicitar” com a Diretora Executiva do ACES Médio Tejo.

Entre as propostas a apresentar, a CUSMT avança com a “necessidade de mais profissionais apelando à discriminação positiva para os que aceitem trabalhar na região, não esquecendo os que já aqui desenvolvem a sua atividade, alargamento e novos horários nas unidades de saúde, e cuidados de saúde de proximidade, quer pelo funcionamento das Extensões de Saúde rurais, quer pela aquisição de Unidades Móveis de Saúde”.

A estrutura de utentes defende ainda a “intensificação das ações de saúde pública e articulação com os outros níveis de prestação de cuidados”, e “realçar a necessidade de uma plataforma informática única para todo o SNS e a resolução urgente dos problemas existentes nos equipamentos e programas informáticos utilizados nos Centros e Extensões de Saúde”.

Por fim, o GT da CUSMT considera que “o funcionamento dos órgãos consultivos são da maior importância para o envolvimento das diversas entidades na correção eficaz, e em tempo, dos problemas existentes nas unidades de saúde”, tendo acrescentado ir “indicar os seus novos representantes no Conselho de Comunidade” do ACES Médio Tejo (um efetivo e dois suplentes) e “apelar ao Presidente do Conselho Comunidade para que o órgão consultivo do ACES reúna tão breve quanto possível”.

O ACES do Médio Tejo é composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, e abrange cerca de 228 mil utentes.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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