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Sábado, Outubro 23, 2021

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“Uns com tanto e outros com tão pouco”, por Duarte Marques

Os mais recentes episódios em torna das alegadas fraudes na utilização dos donativos dados às vítimas das tragédias de Pedrogão indignam qualquer pessoa. O mais baixo xico-expertismo que existe dentro de alguns de nós veio claramente ao de cima.

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Muito está ainda por escrever sobre este assunto e o Governo vai ter que explicar porque retirou o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) do controlo deste processo. Ficamos com a ideia que se quis facilitar tanto que o governo retirou do caminho as instituições que poderiam fazer perguntas incómodas ou exercer simplesmente as suas competências.

Se a qualquer português revolta o que se tem passado em Pedrogão, mais deve indignar ainda os habitantes daqueles concelhos que também foram fustigados pelos incêndios de 2017 e quase nada receberam de ajuda para recomeçarem as suas vidas.

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Ficamos com a sensação que há uns com tanto e outros com tão pouco. Já há dias aqui escrevi que na gestão dos apoios públicos havia “filhos e enteados” e com a distribuição de verbas de solidariedade da União Europeia o caso tornou-se ainda mais revoltante.

Pela parte que me toca tenho tentado por todas as vias levar que as nossas autoridades olhem para os restantes concelhos que foram vítimas das tragédias de 2017. Apesar de não ter morrido ninguém no Médio Tejo, e para essas vítimas haveria mecanismos próprios, as comunidades de concelhos como Mação, Sardoal, Vila de Rei, Ferreira do Zêzere ou de Abrantes (especialmente da freguesia da Aldeia do Mato) merecem um tratamento igual ao que foi dado a outros portugueses. Está na Lei e na nossa Constituição.

Talvez fosse oportuno ver a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo a assumir a liderança deste combate por mais justiça para com os nossos concelhos e a não deixar isolados dois ou três autarcas que lutam pelos seus concelhos.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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