“Uma nova oportunidade”, por Vasco Damas

Desconfinamento não teve impacto na curva epidemiológica - DGS. Foto: DR

Sou daqueles que olham para as adversidades tentando vislumbrar a oportunidade que se esconde para lá da dificuldade. Não deixo no entanto de ser pragmático, tendo consciência que apenas posso mudar ou influenciar aquilo que consigo controlar. Vem isto a propósito dos tempos que vivemos e da vida que mudou sem nos dar tempo para nos adaptarmos aos novos hábitos e às novas rotinas, transformando a realidade num pesadelo que apenas costumamos ver nos filmes que contam histórias com cenários pós-apocalípticos.

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Apesar dos momentos difíceis que atravessamos, há quem olhe para lá desta pandemia e vislumbre a oportunidade que precisávamos para corrigir os erros que nos fez caminhar na direção desta destruição global.

Quero juntar-me ao grupo daqueles que referi anteriormente mas confesso o meu ceticismo porque não acredito na erradicação dos interesses instalados nem da ganância daqueles a quem demos poderes ilimitados, apesar de querer ter esperança que alguns daqueles que no passado passaram cheques em branco, demitindo-se das suas responsabilidades, aprendam com esta dura lição a serem mais responsáveis e seletivos, percebendo a importância de sermos mais exigentes com a qualidade daqueles que nos representam.

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Tenho também alguma esperança que passemos a ser globalmente ser menos materialistas e que comecemos a valorizar aquilo que realmente é importante e que efetivamente faz a diferença na vida de cada um de nós. Para que servem as casas, os carros ou as roupas de marca sem os afetos, a presença ou o toque?

As mensagens estão aí para quem tiver a humildade de as saber ou querer decifrar. Temos de acreditar que haverá vida para lá desta pandemia mas devemos perceber que, para termos o futuro que a maioria de nós quer, não podemos continuar a fazer aquilo que a maioria de nós não está disposta a deixar de fazer.

As novas rotinas em clausura mostram que é possível vivermos com novas regras e com hábitos mais saudáveis. Resta saber se, depois de recuperada a liberdade, queremos aproveitar essa possibilidade para estarmos à altura dessa nova oportunidade.

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