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Domingo, Julho 25, 2021

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“Uma Europa Solidária?”, por Hugo Costa

A integração europeia é um projeto de progresso, prosperidade e paz na Europa. As suas bases estão na Declaração de 9 de maio de 1950, onde, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Shuman, propôs a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Naquela época, a paz era uma necessidade para uma Europa a sarar as feridas da 2º Guerra Mundial, como referiu o próprio Schuman:  “A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criativos que estejam à altura dos perigos que a ameaçam.”

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No preâmbulo do seu tratado fundador, a União Europeia confirma “o seu apego aos princípios da liberdade, da democracia, do respeito pelos direitos do Homem e liberdades fundamentais e do Estado de direito”. Mas será que na União Europeia de hoje estes valores ainda são os cruciais? Não teremos uma Europa forte com fracos e fraca com os fortes?

A forma como a Europa olha para as responsabilidades orçamentais dos países depende do seu poder político e económico. O atual modelo europeu e do seu banco central são baseados na fé germânica, onde, o equilíbrio orçamental e o controlo da taxa de inflação são tudo. A política orçamental e a política monetária deveriam ser somente instrumentos e não o foco da política. O crescimento, o desenvolvimento, o emprego e a solidariedade entre os povos deveriam ser o centro da política económica. E não a austeridade.

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Mas, não é só no campo económico que a Europa está a regredir dos seus objetivos e princípios. A Europa gerou milhões de refugiados durante o Século XX, e hoje não consegue receber com os valores mínimos de humanismo, quem somente foge à guerra.

O medo impera na Europa. Em conjunto com a crise, o medo do desconhecido é um terreno fértil para o crescimento e fortalecimento dos extremismos. Os resultados da Extrema Direita Europeia não podem ser olhados com indiferença pelos portugueses.

Este extremismo é contra os países pobres da Europa, contra a integração europeia e certamente, contras as nossas comunidades espalhadas por toda a Europa. Temos de dizer não!

 

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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