PUB

“Uma estratégia de fortalecimento regional”, por Hugo Costa

Terminámos o desafiador ano de 2020 com uma notícia que nos transmite boas perspetivas ao nível do futuro que se projeta para a nossa região: a assinatura de um memorando com vista ao fortalecimento regional e que permitirá a elaboração de uma Intervenção Integrada de Base Territorial na Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste e que, entre outros aspetos, permite que a região possa, por exemplo a nível de fundos comunitários, ter mais autonomia.

PUB

Quem me acompanha de perto, sabe que sou um regionalista convicto e que há muito que defendo a criação de uma região que congregue estes territórios. Deste modo, tal como saudado num comunicado emitido pela Federação do PS de Santarém, foi com regozijo que, no passado dia 22 de dezembro, assistimos à assinatura deste memorando entre a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, a Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, e o Ministro do Planeamento, Nelson de Souza, e as três comunidades intermunicipais, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste.

Esta medida é um primeiro passo no sentido daquilo que há muito defende a Distrital do PS de Santarém: a criação de uma região administrativa do tipo NUT II que aglomere a Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste. Tal como enaltecido pela Federação do PS na ocasião, com este memorando, as entidades envolvidas comprometem-se a apoiar trabalhos de desenvolvimento e reflexão estratégica de forma a dar resposta a problemas territoriais específicos no futuro quadro de fundos europeus 2021-2027.

PUB

A discussão da organização do nosso território é um tema extremamente importante e acaba por ser consensual que o centralismo nas decisões prejudica os territórios do interior e os mais desfavorecidos. Uma visão mais próxima é normalmente mais justa e real. O desenvolvimento e coesão destes territórios necessitam, nesse sentido, de uma unidade territorial e de serem dotados da capacidade de, autonomamente, decidir sobre os seus destinos. Este é um tema transversal e amplamente consensual entre os autarcas e partidos desta região.

Atualmente, estas três NUTS 3 apresentam ainda um quadro complexo que para efeitos de ordenamento são CCDR Lisboa e Vale do Tejo, mas para efeitos de fundos comunitários estão no Alentejo (Lezíria do Tejo) e no Centro (Médio Tejo e Oeste). É por este motivo que se estão a dar passos no sentido de se vir a trabalhar para criar um Investimento Territorial Integrado para a região e que possibilite uma nova organização do território, mais benéfica para as populações que aqui residem.

PUB

Acredito que este será o melhor caminho a seguir, com vista a diminuir as assimetrias e promover a coesão territorial na região. Um passo decisivo no que concerne à autonomia na gestão dos fundos comunitários. Enquanto presidente da Federação do PS de Santarém, em coordenação com os autarcas eleitos pelo PS, irei trabalhar para que esta realidade se concretize. A criação de uma nova NUT2 é crucial para o futuro desta região.

Este é um caminho que deve ser trilhado, cada vez com mais convicção. Com esta nova organização, esta região do território português vai alcançar mais coesão e desenvolvimento que é o que todos desejamos.

PUB
PUB
Hugo Costa
Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).