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Terça-feira, Maio 11, 2021

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Um cabeleireiro de Tomar no Europeu das Profissões

Eduardo Neves tem 23 anos e é cabeleireiro em Tomar depois de frequentar um curso no centro de formação profissional de Tomar que decorreu de março de 2015 a abril de 2016. Quase sem querer, descobriu a sua vocação e agora não se imagina a fazer outra coisa na vida.

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Começou por vencer o campeonato nacional, em Coimbra, em abril deste ano, vitória de que não estava à espera. Em dezembro próximo vai participar no Europeu das Profissões Euroskills 2016, em Gotemburgo, na Suécia. Eduardo Neves é um dos 23 campeões nacionais em diferentes áreas que vão representar Portugal nesta competição.

Vai estar a competir com 15 cabeleireiros de vários países da Europa em seis provas diferentes, entre cortes, cor, penteados tanto em homem como em mulher, provas que têm critérios de pontuação específicos e tempos limitados.

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Numa entrevista ao mediotejo.net o jovem cabeleireiro de Tomar revela como começou esta “aventura”:

– Como surgiu o gosto pela atividade de cabeleireiro? 

Surgiu já durante o curso. A minha ida para o curso não foi algo muito premeditado, foi uma espécie de plano B, era algo que me via a fazer, mas não era um sonho. Quando comecei com a formação ganhei o gosto. Hoje em dia não me vejo a fazer outra coisa.

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O cabeleireiro de Tomar em plena atividade (Foto: DR)

– O que te atrai mais na atividade?
Sem dúvida a parte artística, adoro o trabalho de salão, mas o meu objetivo está mais direcionado para moda e produções. Adoro o facto de poder criar diferentes cortes, cores, penteados… dar asas à imaginação.

– E entretanto já começaste a trabalhar como cabeleireiro…
Comecei a trabalhar em salão pouco tempo depois de começar o curso, antes disso nunca tinha tido contacto com a profissão.

– Como foi ganhar o campeonato nacional de cabeleiros?
Foi ótimo, não estava nada à espera… estava um pouco sem reação!

– Que tipo de corte e penteado fazes e quais os que mais gostas?
No salão o tipo de corte e penteado acaba por sempre mais ou menos o mesmo, de acordo com as tendências, felizmente há quem goste de variar e queira experimentar cortes diferentes. No campeonato é diferente, dentro de certas normas, mas devemos ser criativos. Adoro cortes estilizados, assimétricos, gosto de contrastes.

– Preferes tratar dos cabelos de homem ou de mulher?
De mulher, sem dúvida!

– Quais as expectativas para o Euroskills 2016?
Vou lá fazer o melhor que consigo dentro da preparação que tive. Só pelo que aprendi nestes treinos já vale a pena. Trazer medalha ou não logo se vê.

– Quais são os teus objetivos como profissional de cabeleireiro?
Eu gostava de poder trabalhar num salão onde tivesse oportunidade de fazer trabalhos diferentes… mas logo se vê onde a vida me leva.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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