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Sábado, Julho 24, 2021

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Um acordo “poucochinho”, por Duarte Marques

Tal como se previa a oposição de esquerda “derrubou”, esta semana, a coligação de governo vencedora das últimas eleições legislativas, a mesma coligação que tirou Portugal da bancarrota, que corrigiu os disparates feitos pela anterior governação socialista, que cumpriu o memorando acordado por José Sócrates e que implementou a austeridade.

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Mas foi essa mesma coligação que colocou a economia a crescer e o desemprego a baixar, as exportações a subir e as importações a baixar. Foi sobretudo quem venceu as eleições.

Quando todos esperávamos que houvesse uma coligação à esquerda com um documento à séria, com medidas especificadas, longo, denso e profundo, ficamos a saber que afinal não se tratava nada disso, senão vejamos:

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– não se trata de um acordo conjunto, são quatro acordos bilaterais;

– cada acordo tem apenas duas páginas e meia de palavras dúbias e entendimentos por “entender”.

– foi assinado às escondidas, à pressa e numa sala dos fundos. Porque será?

– não tem quaisquer metas acordadas;

– não inclui o Tratado Orçamental da UE;

– não impede as partes “contratantes” de apresentar moções de censura contra o PS;

-não garante a aprovação de nenhum Orçamento de Estado;

É caso para perguntar: mas que acordo pífio é este? Não nos transmite qualquer estabilidade ou compromisso. É no fundo uma manta de retalhos, ou uma “geringonça” como lhe chamou Paulo Portas.

Para ficarmos apenas com uma ideia para comparação, o acordo assinado pelo PSD e pelo CDS, tal como há quatro anos, tem a assinatura de ambos os partidos em todas as medidas previstas, num texto que tem várias dezenas de páginas, de compromissos, de metas e de soluções concretas que garante previsibilidade e estabilidade para o país.

Estes quatro acordos são claramente precários, são “poucochinho” e não correspondem aquela que foi a exigência do Presidente da República nem à expectativa dos portugueses.

Sinceramente, e depois de tanta negociação e mediatismo, esperava muito mais, esperava um programa de governo conjunto, denso, previsível e sobretudo reformador. No fundo trata-se de apenas propaganda, de retórica de aumentos e no fundo de um embuste político. Pelo que já vamos sabendo haverá petróleo no Largo do Rato (sede do PS), muito pouco bom senso, e uma fome desesperada de poder.

Lamentavelmente, esta semana ficará também marcada pela utilização de autocarros escolares para transporte de manifestantes da coligação de esquerda. Dezenas de crianças ficaram sem transporte para a escola porque alguns partidos de esquerda consideraram mais útil o derrube do governo vencedor das últimas eleições.

 

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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