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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Incêndios | Bombeiros de Abrantes feridos em Lercas, Mouriscas

Dois bombeiros de Abrantes sofreram esta tarde queimaduras de 1º e 2º grau na aldeia de Lercas, no combate ao incêndio que lavra na freguesia de Mouriscas, tendo um deles sido transferido para Lisboa, não correndo perigo de vida.

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“Os dois elementos feridos estavam com um autotanque de Abrantes e sofreram queimaduras de 1º e 2º grau, num braço e numa mão, e um outro numa perna, no combate ao incêndio que lavra em Lercas”, Mouriscas, concelho de Abrantes, disse ao mediotejo.net fonte do comando de operações.

Contactada pelo mediotejo.net, a presidente da junta de freguesia de Mouriscas, Teresa Dinis, disse, cerca das 17:00, que a situação mais complicada na freguesia decorre no lugar de Murteira. “Em Lercas está praticamente controlado”, acrescentou.

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O incêndio em Abrantes é proveniente do que começou às 00:01 de quarta-feira no concelho de Mação e que também já se propagou para o Sardoal.

Contactado pela Lusa, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Céu Albuquerque, disse que o fogo encontra-se com “uma frente ativa entre as aldeias de Lercas e de Entre Serras” e tem “vários pontos quentes”.

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Segundo a autarca, há registo de “muitas reativações”.

Maria do Céu Albuquerque disse ainda que o incêndio lavra, “para já, sem perigo para as populações”, ainda que se mantenham desde quarta-feira 28 pessoas realojadas, preventivamente, nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes e do Regimento de Apoio Militar de Emergência.

“O vento que se faz sentir é muito forte e estamos neste momento com meios preposicionados para podermos combater eventuais projeções e evitarmos que este incêndio propague a outras regiões”, avançou a presidente da Câmara.

Relativamente ao concelho de Sardoal, o fogo lavra ao longo da freguesia de Alcaravela, desde o lugar de Tojeira até a aldeia de Vale Formoso, com vários reacendimentos, alguns deles preocupantes, afirmou o autarca Miguel Borges.

“O grande desafio é a capacidade de resposta perante os reacendimentos que possam surgir”, declarou à Lusa o presidente da Câmara de Sardoal, sublinhando que a temperatura está muito elevada e o vento sopra com alguma intensidade.

Segundo o autarca de Sardoal, “nota-se colunas de fumo muito grandes e de muita extensão”.

Miguel Borges disse que não há registo de feridos, nem danos em habitações, informando que foram retiradas 30 pessoas das habitações, por questões de segurança.

Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal de Mação, António Louro, disse que o “incêndio continua descontrolado e tem três frentes ativas a lavrar com muita intensidade perto das aldeias de Rosmaninhal, Serra, e de Mação, em Cabeça da Cruz”.

Pelas 17:15 estavam no terreno a combater as chamas 1.005 bombeiros, apoiados por 290 veículos terrestres e 13 aéreos.

*Em atualização

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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