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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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PS rompe acordo com independentes na Junta de Freguesia Urbana de Tomar

O Partido Socialista de Tomar rompeu hoje o acordo de entendimento com os Independentes por Tomar (IpT) no executivo da Junta de Freguesia Urbana, tendo retirado o pelouro da área social ao vogal daquele partido.

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João Tenreiro, presidente da concelhia do PSD de Tomar, disse ao mediotejo.net que o PS, “na boca da Sra Presidente de Câmara – durante a campanha eleitoral e também através do seu chefe de gabinete, que é o presidente de câmara em exercício, sempre têm dito que não querem colaboração do PSD”.

Ao nível da Junta Urbana, “cabe ao PS governar de forma minoritária”, afirmou, reforçando que o PSD sempre foi um partido “coerente e de bom-senso”.

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“Se está a contar com a colaboração do PSD parece que se está a querer demarcar de Anabela Freitas e Luís Ferreira. É a análise que eu faço”, disse.

Questionado se o PSD está disposto a colaborar, João Tenreiro refere que é a Augusto Barros que compete gerir a junta de forma minoritária. “O Sr. Augusto, se rompeu com os Independentes, terá que saber gerir a junta sem esse apoio”, referiu.

Hugo Costa, presidente da comissão política concelhia do PS em Tomar, disse por sua vez à agência Lusa que o rompimento se deveu ao chumbo do orçamento da freguesia para 2016 e à aprovação de uma moção a favor do encerramento do posto dos CTT que funciona em instalações da junta, votação em que os eleitos pelo IpT se juntaram aos do PSD.

Hugo Costa disse  acreditar que o bom senso imperará na reunião que se deverá realizar em janeiro para nova submissão do orçamento, adiantando que todos os partidos serão chamados para se tentar “uma solução de equilíbrio”.

Em particular, o PS espera que o PSD “atue da mesma forma que os socialistas nas cinco freguesias que os sociais-democratas lideram no concelho”, deixando governar mesmo quando não há maioria, abstendo-se ou mesmo votando favoravelmente, disse.

Joaquim Palricas, o vogal do IpT no executivo da junta, disse à Lusa que o voto contra o orçamento se deveu a que este não foi delineado nem preparado no seio do executivo e que o documento apresentado era “aberrante”, não respondendo às necessidades da freguesia.

O responsável pela concelhia do IpT, Pedro Marques, apontou como exemplo o facto de o orçamento apresentar uma verba de 5.000 euros para a área social (da responsabilidade de Joaquim Palricas) metade do valor orçamentado para um passeio de idosos.

O outro ponto de rutura foi a moção que defende o fim do acordo de cedência de espaço na junta para funcionamento do posto dos CTT, aprovada há uma semana juntamente com os votos do PSD na assembleia de freguesia em que foi chumbado o orçamento.

José Pedro Vasconcelos, o eleito do IpT que preside à Assembleia de Freguesia, disse à Lusa que este órgão aprovou o acordo com os CTT com o seu voto de qualidade na condição de este vigorar por períodos de seis meses renováveis, de forma a poder ser feita uma avaliação do seu funcionamento, lamentando que o presidente da Junta, Augusto Barros (PS), tenha decidido a renovação sozinho “sem qualquer análise de custos”.

A moção apresentada há uma semana surgiu porque o requerimento com um pedido de esclarecimento feito há mais de três meses ficou sem resposta, afirmou José Vasconcelos, adiantando Pedro Marques que o contrato com os CTT “nem o funcionário paga” e mesmo os selos “têm que ser comprados antes de serem vendidos”.

O executivo da Junta de Freguesia Urbana de Tomar integra três eleitos do PS, um da CDU (partido com o qual se mantém o acordo de entendimento) e um do IpT, sendo a Assembleia de Freguesia constituída por cinco elementos do PS, cinco do PSD, dois do IpT e um da CDU.

*C/LUSA

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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