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Quinta-feira, Setembro 23, 2021

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Última Hora | Professora que matou marido em Abrantes condenada a 19 anos de prisão

No dia em que passa precisamente um ano sobre a morte de José Duarte, Margarida Rolo ouviu, no Tribunal de Santarém, a sentença dos juízes: foi condenada a 19 anos de prisão pelo homicídio qualificado do marido, de 51 anos, a 16 de agosto de 2018, na residência da família na Chainça, em Abrantes.

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Na leitura do acórdão, o coletivo de juízes deu como provado o crime, mas não conseguiu apurar o motivo. Durante o julgamento, que se iniciou a 10 de maio, o procurador do Ministério Público referiu a “forma particularmente violenta” e a “frieza de ânimo” com que Margarida Rolo matou o marido e pai dos dois filhos do casal, fazendo-o de “livre vontade e plena consciência”.

Margarida Rolo terá começado por drogar o marido à hora de jantar, para que ele ficasse sonolento, e depois saiu com os filhos e uma amiga, para beber café. Contudo, pouco depois diria que precisava de ir à casa de banho e regressou sozinha a casa, onde encontrou o marido no alpendre, a dormitar.

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Terá então agarrado num martelo e desferido sete pancadas na cabeça do homem. O ataque não foi suficiente para o matar e José Duarte ainda terá conseguido levantar-se e retirar o martelo das mãos da mulher. O Ministério Público diz que ela fugiu para a cozinha, onde agarrou numa faca com uma lâmina de 18 cm, tendo depois golpeado o marido 79 vezes.

José Duarte caiu como morto junto à piscina mas as equipas de emergência, chamadas pelos vizinhos, ainda o encontraram com vida. Contudo, o óbito foi declarado pouco depois, ainda no local.

Margarida Rolo começou por dizer que tinham sido assaltados por dois homens encapuzados mas no dia seguinte, perante as evidências recolhidas pela Polícia Judiciária de Leiria, acabaria por confessar o crime. Ficou em prisão preventiva na cadeia de Tires, onde se encontra desde então.

Em julgamento, num depoimento várias vezes entrecortado pelo choro, a mulher, que assumiu a culpa e confessou arrependimento, não conseguiu explicar a extrema violência com que agiu, afirmando que perdeu a noção do que fazia e garantindo que nunca pensou em matar o marido e “jamais” o faria com os filhos por perto.

Também não conseguiu explicar por que motivo a vítima tinha vestígios de alprazolam (ansiolítico) e mirtazapina (antidepressivo) no sangue e que a acusação afirma dever-se a medicação que ela lhe terá dado, sem ele se aperceber, para ficar sonolento e não se defender dos golpes.

Questionada pela juíza se em nenhum momento lhe passou pela cabeça que os dois filhos, que tinha deixado dentro do carro à porta de casa (preparavam-se para ir com uma amiga e os filhos a um parque de Abrantes), podiam entrar e ver “aquele quadro”, a arguida afirmou que teve “tanto medo” que não raciocinou.

No seu depoimento, disse que o marido a andava a ameaçar constantemente e que, naquela noite, lhe terá dito para ir ao parque e vir “viçosa” porque seria nesse dia, o que ela terá associado à concretização da ameaça de que a queria ver a fazer sexo “com outras pessoas, incluindo travestis”. O advogado de defesa procurou também demonstrar a ocorrência de violência doméstica recorrendo a relatórios médicos.

José Duarte era casado com Margarida Rolo há 14 anos e ambos eram professores. Juntos tiveram dois filhos, atualmente à guarda dos avós.

c/Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 COMENTÁRIO

  1. Qual é o crime que terá um dia, neste País a pena máxima de 25 Não foi provado o motivo do crime? Mas porquê? A assassina não sabia porque premeditou e preparou tão bem o crime? Alguma vez pensou nos filhos no carro à espera que ela assassinasse o pai? Este País é uma autêntica fantochada jurídica .

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